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Aracaju (SE), 06 de julho de 2026
POR: Verlane Estácio
Fonte: Assessoria ITPS/SE
Em: 26/10/2018 às 12:38
Pub.: 29 de outubro de 2018

ITPS/Sergipe vai apoiar cooperativa de Canindé de São Francisco na elaboração do Manual de Boas Práticas de Fabricação

As ações, que atendem aos requisitos exigidos pela legislação vigente, também promoverão a segurança alimentar e a manutenção e a geração de emprego e renda na região.

ITPS/Sergipe vai apoiar cooperativa de Canindé de São Francisco na elaboração do Manual de Boas Práticas de Fabricação (Foto: ITPS/SE)

ITPS/Sergipe vai apoiar cooperativa de Canindé de São Francisco na elaboração do Manual de Boas Práticas de Fabricação (Foto: ITPS/SE)

O Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS) vai auxiliar a Cooperativa de Produção Agroindustrial e Comercialização do Estado de Sergipe (Copac), localizada em Canindé de São Francisco, na elaboração e implantação do Manual de Boas Práticas de Fabricação.  O documento, que abrange os procedimentos necessários à produção do alimento seguro, também é um dos requisitos para comercialização de produtos alimentícios dentro e fora do estado.

As atividades de assistência tecnológica fazem parte do projeto Rede de Extensão Tecnológica (Redetec), que é executado pelo ITPS em parceria com o Sergipe Parque Tecnológico (Sergipetec), gestor financeiro do projeto.  As ações, que serão desenvolvidas pelo Projeto Redetec junto à Copac, atenderão aos requisitos exigidos pela legislação vigente, e também promoverão a segurança alimentar e a melhoria da qualidade do produto, possibilitando a manutenção e a geração de emprego e renda na região.

A Copac, que está localizada no assentamento Alto Bonito/Jacaré Curituba, tem 11 funcionários e atua na produção de macaxeira a vácuo e bolinhos bacia. A empresa fornece produtos para Aracaju, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora do Socorro e Porto da Folha. Além do apoio na implantação e capacitação dos cooperadores nas Boas Práticas de Fabricação, o ITPS vai fazer ensaios para verificar qualidade da água utilizada no processo de produção dos alimentos e o controle de qualidade analítico dos produtos.

“A adesão ao projeto pela Copac, e de outras empresas do ramo de alimentos do interior de Sergipe, representa a interiorização do projeto Redetec, cujo objetivo principal é preparar as empresas para ingressar no mercado, respeitando as exigências dos órgãos fiscalizadores, promover a competitividade dos empreendimentos e gerar emprego e renda no campo”, comenta o diretor-presidente do ITPS, Kaká Andrade.

De acordo com Sueli Andrade, que é extensionista do projeto Redetec, a estimativa é que os trabalhos junto à Copac durem aproximadamente seis meses. “Com a adesão ao projeto, faremos um diagnóstico para identificar os pontos fortes e as oportunidades de melhoria da empresa, e também orientar quanto às práticas sanitárias e controle de qualidade dos produtos. Essas orientações envolvem diversas questões, entre elas, a potabilidade da água, análises dos produtos, higienização dos equipamentos e das instalações, controle de pragas e vetores, saúde do trabalhador e recebimento de matéria prima”, explica.

Sobre o Redetec
O projeto Redetec Sergipe faz parte do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec). Os recursos são oriundos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) e repassados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Também há uma contrapartida financeira do Governo de Sergipe por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sergipetec).

O projeto oferta atendimento tecnológico às empresas sergipanas no setor de alimentos, confecção/têxtil e cerâmico/moveleiro. Os atendimentos envolvem as modalidades ‘Adequação para Mercado Interno’, ‘Adequação para o Mercado Externo’ e ‘Gestão da Produção’.

As atividades de extensão tecnológica são desenvolvidas por uma equipe de extensionistas coordenados tecnicamente pelo ITPS (executor técnico principal do programa). Até o momento, já foram realizadas visitas e prospecções em aproximadamente 87 empresas. Atualmente, 44 empresas, sendo 32 do setor de alimentos, estão em processo de atendimento.

O objetivo é solucionar gargalos tecnológicos das micro, pequenas e médias empresas, promovendo melhorias significativas em produtos e processos, e também estimulando ações voltadas à segurança alimentar e preservação do meio ambiente.

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