60 milhões de brasileiros têm alguma dívida em atraso, revela pesquisa
Confira 6 dicas para não haver prejuízos com empréstimo pessoal.
60 milhões de brasileiros têm alguma dívida em atraso, revela pesquisa (Foto ilustrativa: Shutterstock)
De acordo com o levantamento, quase 60 milhões de brasileiros têm alguma dívida em atraso, o que significa 40% da população entre 18 e 95 anos. Já a empresa de recuperação de crédito Recovery afirma que estes inadimplentes devem, em média, três vezes o salário que recebem. Segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, o cartão de crédito é o grande vilão das pessoas nesta situação: com os juros mais altos do mercado, ele representa 76,8% das dívidas.
No meio do aperto, fica difícil enxergar um caminho para organizar as finanças. Geralmente, a ideia é não contrair nenhuma outra dívida e apenas saldar a atual. Acontece que, em alguns casos, isso não é possível e, pode parecer contraditório, mas aderir a um empréstimo pode ser a melhor opção para sair do vermelho sem prejudicar tanto o orçamento.
Confira algumas dicas para usar o empréstimo pessoal para limpar o nome e organizar as contas sem dor de cabeça:
1. Antes de pensar em estratégias para organizar as finanças, analise o perfil da dívida
Determinados produtos financeiros são conhecidos por seus juros altíssimos. Antes de tomar um empréstimo para organizar as finanças, é preciso saber se este é o caso.
É, por exemplo, o caso do cartão de crédito e o cheque especial, que têm os juros mais altos do mercado. No primeiro, a taxa média é de 397,4% ao ano, enquanto que, no segundo, fica em 317,3% ao ano, de acordo com o Banco Central. Portanto, especialistas indicam que eles sejam usados apenas como último recurso, e por pouco tempo.
Caso suas dívidas estejam concentradas em um produto com juros neste nível, o empréstimo com garantia provavelmente é a melhor solução, como veremos a seguir.
2. Se valer a pena, troque a dívida por outra com juros mais baixos
Contrair uma dívida para saldar outra pode parecer ruim à primeira vista, mas, em algumas situações, pode ser a melhor solução. Tudo depende dos juros do débito que se tem no momento.
Se eles forem muito altos, como no caso do cheque especial e do cartão de crédito, vale a pena contrair outro crédito com juros mais baixos – como o empréstimo com garantia.
No fim das contas, o saldo é positivo: ao contrair juros menores, diminui-se o tempo de pagamento e economiza-se uma quantia considerável de dinheiro.
3. Analise a possibilidade de organizar as finanças com um empréstimo pessoal com garantia
Decidiu que a melhor forma de organizar as suas finanças é com um empréstimo? Então analise a possibilidade de tomar crédito pessoal oferecendo uma garantia. Há muito a se ganhar com isso.
O motivo por trás disso é que, via de regra, quanto mais alta a possibilidade de inadimplência, mais altos os juros de empréstimo que a instituição financeira cobra. Mas quando você oferece um valor de entrada ou um bem como garantia, o risco de que a instituição não receberá o dinheiro de volta cai, o que significa juros mais baixos.
Como quem está endividado geralmente não tem um valor à disposição para a entrada, oferecer um carro ou um imóvel como garantia em um empréstimo, é a melhor saída.
4. Suspeite de soluções miraculosas e de empresas pouco conhecidas
No momento do aperto, todos ficam suscetíveis a tomar medidas desesperadas – e, frequentemente, erradas.
Há muitas empresas mal intencionadas no mercado que, mesmo não autorizadas pelo Banco Central, oferecem empréstimos, buscando justamente quem está com o nome sujo.
É aí que mora o perigo: a pessoa pode acabar seduzida pela possibilidade de tomar um empréstimo sem verificação de renda e com juros aparentemente mais baixos, só para descobrir, depois, que há a cobrança de taxas abusivas, já que as empresas não são regulamentadas pelo Banco Central.
Ou seja: somente tome empréstimos de instituições reconhecidas, diretamente com elas ou por meio de um correspondente bancário de confiança.
5. Contas em dia? Agora, faça uma reeducação financeira
Conseguiu o empréstimo, quitou as dívidas e limpou o seu nome? Ótimo! Mas o trabalho não para por aí: agora é a hora de garantir que você não ficará nesta situação de novo.
Isto significa que chegou a hora de fazer uma reeducação financeira. Não basta voltar ao verde: é preciso adotar um estilo de vida que não permita que você se endivide de novo.
Converse com a família e corte gastos supérfluos. Suas finanças agradecem!
6. Sobrou dinheiro do empréstimo? Não gaste, invista!
Às vezes, pode acontecer de a instituição conceder um empréstimo maior do que o valor necessário para quitar as dívidas. Nesta situação, a tentação para gastar o excedente em consumo pode ser grande, neste caso é fundamental resistir à tentação e usar o valor para investir. Uma corretora de confiança pode ser um bom investimento e de acordo com o produto certo para o perfil pessoal é possível diminuir ainda mais os juros a serem pagos pelo empréstimo.