Aracaju (SE), 01 de dezembro de 2021
POR: Sinpol/SE
Fonte: Sinpol/SE
Em: 21/10/2021 às 00h00
Pub.: 21 de outubro de 2021

Governo do Estado não apresenta contraproposta em Mesa de Negociação com representantes do Movimento Polícia Unida


Categoria não descarta possibilidade de paralisação, após reunião considerada infrutífera, ocorrida na manhã desta quinta-feira (21).


Governo do Estado não apresenta contraproposta em Mesa de Negociação com representantes do Movimento Polícia Unida (Foto: Sinpol/SE)

Governo do Estado não apresenta contraproposta em Mesa de Negociação com representantes do Movimento Polícia Unida (Foto: Sinpol/SE)


Frustração e revolta. Assim definem os representantes das nove entidades sindicais que integram o Movimento Polícia Unida, sobre a reunião, considerada infrutífera, ocorrida na manhã desta quinta-feira (21), com o Secretário de Estado da Administração, Manuel Dernival dos Santos Neto, e demais representantes do Governo do Estado que compõem a Mesa de Negociação Permanente, para tratar das principais reivindicações da categoria: o adicional de periculosidade para policiais civis, policiais militares e bombeiros militares e a revisão geral anual para servidores públicos ativos e inativos.


Na ocasião, estiveram presentes: a Secretária de Estado da Inclusão e da Assistência Social (Seit), Lucivanda Rodrigues; o Diretor-Presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Sergipe (Sergipe Previdência), José Roberto de Lima Andrade; e o Procurador Geral do Estado (PGE), Vinícius Oliveira.


Na expectativa de ouvir a contraproposta do Governo do Estado referente às reivindicações do Movimento, principalmente decorrente do encontro ocorrido em agosto desse ano, onde os representantes das entidades sindicais fizeram o inaugural do adicional de periculosidade ao Secretário de Administração à época; o que se percebeu foi o oposto, segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe, Adriano Bandeira.


”No dia 05 de agosto desse ano, fomos recebidos pelo antigo Secretário de Estado da Administração, na qual a pauta foi amplamente apresentada. No dia de hoje, o novo secretário buscou conhecer uma pauta que o Movimento Polícia Unida já reitera há mais de um ano e que já é de conhecimento público da sociedade e do governo do Estado. A contraproposta esperada hoje não veio, houve ainda tentativas, por parte do governo, de dissuadir e separar as pautas do Movimento Polícia Unida, coisa da qual nenhuma das associações participantes abrirá mão. Infelizmente, a reunião foi mais uma prova da falta de compromisso e respeito com a categoria, por parte do governo de Belivaldo Chagas”, destacou Adriano Bandeira.


De acordo com o presidente do Sinpol/SE, a luta vai continuar. Isso porque, durante as deliberações, ficou agendada uma nova reunião que será realizada na próxima terça-feira (26), entre os representantes do Polícia Unida e o Procurador-Geral do Estado. Na pauta, conhecer e discutir os entraves existentes para concessão dos benefícios para ativos e inativos.


“Nossos esforços não vão parar por aqui. Vamos continuar na luta por um direito que está previsto na Constituição. A depender do que for tratado e deliberado nesta próxima reunião, convocaremos uma Assembleia Geral para discutir os próximos atos, inclusive com possibilidade de paralisação dos trabalhos. Quero deixar claro que essa não é a nossa intenção, mas caso o governador Belivaldo insista nessa postura de desvalorização desses honrosos profissionais que atuam na atividade policial e de salvamento, partiremos para atitudes mais contundentes. Para isso, convocaremos uma assembleia, a fim de que essa possibilidade seja deliberada”, pontuou Adriano Bandeira.


Adicional de periculosidade
O benefício é um direito de todo profissional que trabalha em situação que coloque sua vida em risco, não sendo entendido como bonificação, mas sim um adicional permitido pelas constituições Federal e Estadual. No caso dos policiais, a periculosidade não se deve apenas ao trabalho arriscado, como também da condição de ser policial, ou seja, o risco começa desde o ato da posse até o dia da sua morte, o que contempla os policiais ativos e inativos.


Movimento Polícia Unida
O Movimento Polícia Unida é formado por nove entidades sindicais e representativas: Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe (Sinpol/SE); Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Sergipe (Adepol/SE); Associação Militar Única; Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares do Estado de Sergipe (Aspra); Associação dos Oficiais Militares de Sergipe (Assomise); Associação Integrada de Mulheres da Segurança Pública em Sergipe (Asimusep); Associação dos Militares do Estado de Sergipe (Amese); Associação dos Militares da Reserva Remunerada e Pensionistas do Estado de Sergipe (Asmirp/SE); e Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros (ACS-SE).

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