Aracaju (SE), 08 de janeiro de 2026
POR: Agência Aracaju de Notícias
Fonte: Agência Aracaju de Notícias
Em: 07/01/2026 às 13:35
Pub.: 07 de janeiro de 2026

Hospital da Mulher e Maternidade Lourdes Nogueira amplia serviços e reforça assistência materno-infantil

Em novembro de 2025, a Maternidade Lourdes Nogueira teve seus serviços ampliados e passou a se chamar Hospital da Mulher e Maternidade de Aracaju Lourdes Nogueira - Foto: Karla Tavares/Secom PMA

O Hospital da Mulher e Maternidade de Aracaju Lourdes Nogueira (HAMA) ampliou, em novembro de 2025, sua estrutura e seus serviços, marcando uma nova fase na assistência voltada às necessidades das mulheres e das crianças. O processo de reestruturação fortaleceu equipes, reorganizou fluxos de atendimento e expandiu a capacidade da unidade, permitindo que demandas antes encaminhadas para outras unidades passem a ser resolvidas no próprio hospital. Com a ampliação da estrutura e do escopo de atendimentos, o HAMA se consolida como referência regional em atenção integral à mulher e à primeira infância, sendo o segundo hospital e maternidade municipal do Nordeste, atrás apenas de Fortaleza.

Nos últimos seis meses de 2025, mais de 9.300 usuários foram atendidos no HAMA. Nesse período, a unidade registrou mais de 38 mil exames laboratoriais realizados, 918 exames radiológicos, 4.272 ultrassonografias, 10.379 testes rápidos e 8.197 testes da orelhinha, do olhinho, da linguinha e do coraçãozinho. Foram contabilizados ainda 2.670 partos, 516 laqueaduras e 694 inserções de DIU, números que refletem o impacto direto da ampliação da estrutura e da capacidade assistencial.

Um dia após ter seu primeiro filho, Thainara Dantas, de 19 anos, mãe de Christian Gabriel, falou da importância do atendimento no HAMA e de como se sentiu acolhida. “Do momento que cheguei até agora, foi tudo tranquilo. As médicas, enfermeiras, cirurgião, todos foram muito atenciosos. Eu gostei muito do atendimento. Porque certas maternidades talvez não tenham toda essa estrutura, esse acolhimento. Talvez as pessoas sejam mais rígidas. Mas aqui foi tudo muito tranquilo”, detalhou. Ela também comentou sobre o parto normal. “Ele nasceu com 2,8kg e foi tudo perfeito. A gente passa por um processo, mas é tudo tranquilo, foi um filho muito esperado, então o amor vale a pena”, completou.

A dona de casa Kamilla Oliveira Santos, de 32 anos, também destacou a excelência do atendimento. Mãe de três, ela deu à luz a sua quarta filha, Rafaela, e falou sobre a humanização de todo o processo. “O atendimento aqui foi muito bom. Inclusive eu tenho plano de saúde, e meu parto seria em outra maternidade, mas me indicaram muito aqui. Então eu vim pra cá, ouvi muita gente falar bem. E graças a Deus eu não tenho do que reclamar. Foi cesáreo com a laqueadura, do jeito que era pra ter sido. O atendimento, os médicos que fizeram o parto, o anestesista, toda a equipe foi muito atenciosa e acolhedora. Além das meninas da limpeza, da enfermagem, sempre dando atenção, aquele cuidado e carinho”, disse.

Ampliação dos serviços

Com a mudança, o HAMA passou a atender demandas que antes eram direcionadas a outras unidades. O diretor técnico da instituição, Luís Eduardo Prado Correia, explicou os novos serviços incorporados. “Além de todo o atendimento que nós já tínhamos, desde a abertura da maternidade, todos os partos, avaliações obstétricas, atendimento neonatal, a nossa UTI neonatal, a unidade passou a oferecer todos os exames necessários, como ultrassonografias diárias, cardiotocografias, exames laboratoriais e de imagem, além de especialistas em pré-natal de alto risco, obstetrícia e neonatologia. Também agregamos cirurgia ginecológica, pré-natal de alto risco e avaliações em ginecologia, atendendo pacientes que aguardavam há mais de um ano por consulta”, disse. 

Outra novidade é a implantação do ambulatório de gestação de alto risco. O diretor ressalta que isso não transforma a maternidade em unidade de alto risco, mas fortalece o cuidado desde o pré-natal. “Nós vamos atender o pré-natal de alto risco, encaminhando, quando necessário, para a maternidade de referência. Isso foi possível porque hoje temos plantonistas no nosso quadro que são especialistas e atuam em maternidades com esse perfil de atendimento, com todo o conhecimento técnico para cuidar de gestantes de alto risco. Os exames, na sua grande maioria, podem ser feitos na própria maternidade e, quando for preciso encaminhar essas pacientes, todo o preparo e a orientação serão realizados para que elas sejam melhor atendidas e tenham um melhor desfecho na unidade de referência. A equipe que atende esse ambulatório de pré-natal de alto risco já era preparada, porque são três especialistas que fazem atendimento de alto risco em outras maternidades”, explicou Luís Eduardo.

Ele também destacou o impacto da transformação da unidade para a rede municipal. “O HAMA agregou muito para a assistência materna e neonatal no município de Aracaju. Com a ampliação dos atendimentos, hoje estamos chegando a quase 400 partos mensais, além dos atendimentos de admissão. Tudo isso fortalece a assistência materno-infantil no município e consolida o hospital dentro da proposta de ampliação anunciada pela prefeita Emília Corrêa, garantindo a Aracaju um hospital da mulher”, afirmou.

Visita guiada

Além da ampliação dos serviços, o HAMA também desenvolve um projeto de visita guiada, que pode ser solicitado diretamente no hospital ou por intermédio da Unidade de Saúde da Família. A iniciativa permite que gestantes conheçam previamente os espaços, entendam o fluxo de atendimento e tirem dúvidas sobre o dia do parto. A diretora-geral do Hospital da Mulher e Maternidade de Aracaju destacou a importância da ação. “Porque muitas gestantes ficam ansiosas para saber o que é que vai acontecer no dia do parto, onde que ela vai ser assistida, qual o percurso que ela vai percorrer. Então, a visita guiada é importante, principalmente para tirar um pouco dessa ansiedade, conhecer a unidade e todo o trabalho que a gente faz aqui. E eu posso afirmar isso com propriedade porque eu sou mãe, tenho dois filhos, então participei também desse processo e foi muito importante. Tenho plena convicção de que a visita guiada tem essa importância para a gestante”, ressaltou.

Grávida de oito meses, Emily Teixeira, de 28 anos, destacou a sensibilidade das equipes nesse primeiro contato. “É uma ação que transmite mais segurança para a gente, com a possibilidade de ver de perto como tudo vai acontecer, o que vai ser feito. Ter esse contato ajuda realmente a conhecer o processo e diminui um pouco os medos que a gente sente. Eu já tinha feito essa vista em outra maternidade, onde fui convidada, e justamente por acreditar que vou ter meu bebê aqui, como moro perto, resolvi me informar e perguntar se tinha. Foi assim que descobri, e estou amando conhecer as instalações e o trabalho delas também”, frisou.

Para Cássia Góis, de 27 anos, que está na 23ª semana de gestação do segundo filho, a visita guiada também tem um papel fundamental para as mães de primeira viagem. “É uma forma de deixar a gente mais tranquila, de mostrar o atendimento que tem aqui e de mostrar que tem todo um contexto, tudo pronto para receber as grávidas que precisam desse atendimento num momento tão importante da nossa vida. Minha primeira experiência foi em um hospital particular e não foi tão boa. Então, eu tive muita indicação para poder vir aqui visitar e realmente é um local muito acolhedor, muito humanizado e eu tenho certeza que muitas mulheres precisam desse acolhimento e dessa visita também para poder sentir essa tranquilidade”, concluiu.

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