Prefeitura fortalece vacinação e garante 100% de cobertura em BCG e Hepatite B
Proteger a população começa no primeiro dia de vida. Aracaju alcançou 100% de cobertura vacinal para BCG e Hepatite B, superando a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde e consolidando um avanço na proteção de recém-nascidos. O resultado é fruto de uma rede de atenção estruturada, do Plano de Contingência da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e de ações descentralizadas que ampliaram o acesso à vacinação em toda a capital, beneficiando diretamente crianças, gestantes e a população em geral.
Ao longo de 2025, a população foi beneficiada por uma série de ações que levaram a vacinação para além das unidades de saúde. Pontos de imunização foram implantados em shoppings, universidades, empresas, repartições públicas, presídios e locais de grande circulação, além de atividades externas voltadas à imunização de pessoas em situação de rua. E ainda, todas as 45 Unidades de Saúde da Família (USF) que funcionam como serviço porta aberta para vacinação de segunda a sexta-feira, garantindo acesso contínuo e gratuito.
Segundo a coordenadora de vigilância em saúde, Duanne Marcele, o destaque da cobertura integral em BCG e Hepatite B está diretamente ligado à proteção dos recém-nascidos. “Logo ao nascer, bebês atendidos na rede municipal recebem os imunizantes ainda nas maternidades, como o Hospital da Mulher e Maternidade Lourdes Nogueira (HAMA) e o Hospital Santa Isabel, com apoio do Projeto Corujinha. A iniciativa assegura que a proteção contra doenças graves comece nos primeiros dias de vida”, explicou.
Além dos avanços na primeira infância, a vacinação de gestantes também apresenta evolução significativa. A cobertura da dTpa Adulto, essencial para proteger mães e bebês contra doenças como coqueluche, subiu de 68,65% em 2024 para 71,22% em 2025, mesmo com a campanha ainda em andamento. Em dezembro, a SMS passou a ofertar também a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) para gestantes a partir da 28ª semana, imunizante recentemente incorporado ao Calendário Nacional de Vacinação.
A coordenadora destaca que a vacinação materna é estratégica para a proteção dos bebês. Segundo ela, ao vacinar a gestante, os anticorpos são transferidos ainda durante a gravidez, garantindo proteção nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade às infecções respiratórias. “Quando a gestante se vacina, o recém-nascido já nasce protegido, mesmo antes de poder receber determinadas vacinas”, afirmou.
Apesar do cenário positivo, ela reforça que um dos principais desafios segue sendo a hesitação vacinal. “A desinformação faz com que alguns pais e responsáveis deixem de vacinar crianças contra doenças que não circulam mais no país, como a poliomielite, ou relutem em relação à vacina contra o HPV. Esse comportamento representa um risco coletivo, já que a queda na cobertura pode permitir o retorno de doenças erradicadas”, enfatizou.
Duanne Marcele ressalta que a segurança e a eficácia das vacinas são amplamente comprovadas e que manter o calendário vacinal em dia é fundamental para a proteção individual e coletiva. “O município mantém o abastecimento regular de imunizantes e segue investindo em estratégias que facilitem o acesso para ampliar a cobertura”, salientou.
Situação vacinal
Além do desempenho máximo em BCG e Hepatite B, Aracaju apresenta um cenário geral positivo nas demais coberturas vacinais, com a maioria dos imunizantes acima de 70%, índice considerado bom e indicativo de avanço contínuo. No entanto, parte dessas vacinas ainda permanece abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde, o que exige a manutenção das estratégias de ampliação do acesso e de sensibilização da população.