Desospitalização no Huse e os benefícios da atenção domiciliar
Coordenador do Pronto Socorro do Huse, Vinícius Vilela (Foto: SES/SE)
Geralmente os pacientes são idosos, acamados e que vão precisar ficar sendo acompanhados em casa. De acordo com o coordenador do Pronto Socorro do Huse, Vinícius Vilela, o hospital contava com o programa ‘Melhor em Casa’, a partir de uma parceria com a Prefeitura de Aracaju. “Estamos tentando retomar a parceria com a Prefeitura de Aracaju para que possamos desafogar o Huse, pois, muitos não podem ser desospitalizados porque em suas residências não têm o suporte que necessitam como oxigênio,enfim, um quarto adequado. Sem o apoio dos municípios, através do programa, fica difícil o Huse trabalhar com a desospitalização”, explicou.
São muitas etapas por onde o paciente passa para o processo de desospitalização. “A primeira é a estabilização do paciente grave e agudo, porém, tem a parte social pois, quando se vai liberar esses pacientes muitas vezes eles têm porta fechada para alguns especialistas e, além disso, os municípios têm que entrar com a adequação do quartos, oxigênio, apoio. Os postos de saúde devem saber que estes pacientes necessitam de cuidados especiais e sem esse apoio fica complicado para o Huse trabalhar essa desospitalização”, enfatizou.
Os benefícios também estão juntos nesse quesito de desospitalização de um paciente. Destacam-se a diminuição do risco de infecção hospitalar, a humanização do cuidado, a sensação de bem estar e a segurança proporcionada pelo ambiente familiar e seu impacto na recuperação do paciente.
A estudante Amanda Cerqueira, 29, está com o avô internado e em cuidados paliativos. Ela explica que se a casa dela tivesse a estrutura adequada para internar o seu avô ele não estaria mais ocupando um leito no Huse. “O médico já explicou toda a situação dele e do quâ ele precisa. Como o próprio nome já diz estamos fazendo os cuidados paliativos e que poderiam ser realizados em casa se tivessémos as condições que o meu vozinho necessita para o seu tratamento ao lado da família e em casa. A gente fica com medo que ele tenha alguma recaída e no hospital ele é muito bem tratado”, concluiu.