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Aracaju (SE), 31 de março de 2026
POR: Assessoria de Imprensa
Fonte: Assessoria
Em: 31/03/2026 às 15:33
Pub.: 31 de março de 2026

Danielle Garcia faz alerta sobre feminicídio e radicalização machista

Danielle Garcia faz alerta sobre feminicídio e radicalização machista - Foto: Arquivo pessoal/Assessoria

Nesta terça-feira, 31, ao conceder entrevista ao radialista Jairo Alves, durante o programa Cultura Notícias, na Rádio Cultura, em Aracaju, a delegada da Polícia Civil e ex-secretária de Políticas para as Mulheres em Sergipe, Danielle Garcia, fez uma importante reflexão sobre o aumento dos feminicídios ao crescimento de movimentos machistas na internet. “Temos observado o aumento dos feminicídios casando com a ascensão de movimentos como Red Pill e a machosfera. Isso me preocupa”, disparou.

Na ocasião, Danielle trouxe um panorama do que viu por dentro da gestão pública. Segundo ela, houve avanço estrutural no estado, mas o problema vai além da segurança pública. “Trabalhamos junto ao Tribunal de Justiça. O papel da Secretaria da Mulher era capacitar e acompanhar essas mulheres, através dos CRAMs. Era um trabalho de base, de escuta e acolhimento”, explicou.

A ex-secretária destacou também que Sergipe saiu praticamente do zero para uma rede mais estruturada de proteção às mulheres. “Hoje são 15 secretarias da Mulher no estado. Isso é um avanço significativo”, avaliou.

Mesmo assim, Danielle deixou claro: não dá pra tratar feminicídio só como caso de polícia. “É cultural. A gente precisa enfrentar isso como enfrentou o uso do cinto de segurança ou o cigarro. É mudança de mentalidade. E nós vamos vencer”, afirmou.

Ainda durante sua participação no noticiário, a pré-candidata fez questão de reforçar o protagonismo feminino: “Não somos subprodutos dos homens. Não é porque a mulher casou que tem que viver sendo humilhada”, pontuou.

No campo político, Dani fez questão de relembrar que não chegou a cenário político de paraquedas, mas com serviços prestados aos sergipanos. “Tenho uma trajetória construída e acredito que meu momento vai chegar. Quero seguir com trabalho e dignidade. Se a política não for para fazer o bem, não faz sentido”, reiterou.

Por fim, ao comentar a polêmica com o deputado Rodrigo Valadares, adotou um tom firme, mas sereno:“Perdoo. Mas perdoar não é esquecer”, encerrou.


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