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Aracaju (SE), 14 de fevereiro de 2026
POR: José Lima Santana
Fonte: José Lima Santana
Em: 14/02/2026 às 14:19
Pub.: 14 de fevereiro de 2026

TRUMP E AS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS :: Por José Lima Santana

José Lima Santana - Imagem: produção/ClickSergipe

*Vou dividir o texto de hoje em duas partes distintas, dois temas. Primeiro, vou tratar de algo vergonhoso, estúpido, merecedor de total repúdio. Algo que ultrapassa, em muito, qualquer tipo de consideração para com quem é o responsável pelo lamentável episódio: o tresloucado Donald Trump, o “ídolo” da mais rasteira ala direitista da política mundial, com todo respeito aos direitistas que sabem ser de direita, mas não dessa onda malévola, que vem sendo denominada a “nova extrema-direita”, tão fascista quanto qualquer outra de quaisquer outros tempos. 

    Divulgar um vídeo, em suas redes digitais, com o ex-presidente Barack Obama e sua esposa, Michelle, vestidos como se fossem macacos, é algo impensável para um homem público, para o presidente do ainda mais poderoso país do mundo. Um verme, esse Trump! E verme também quem vier defendê-lo com comentários, que, desde logo, os refuto, caso venham a ocorrer, no site do Correio de Sergipe, no Clicksergipe, no meu Facebook ou noutros sites e blogs, que republicam os meus textos. 

    O famigerado presidente teria dito que não viu o vídeo até o fim, atribuindo-o a um auxiliar. Além de verme, covarde. Quem acreditaria que esse bandido, que mancha, de certo modo, o Partido Republicano (ele não é da raiz republicana e até já tentou militar no Partido Democrata), e mancha a história dos Estados Unidos, salvo para os seus eleitores mais empedernidos e ultradireitistas, que defendem o racismo mais nojento que pode existir. Aliás, segundo consta das mídias, o técnico do Chelsea, da Inglaterra, Liam Rosenior, em carta aberta a esse alaranjado presidente, teria dito: “O senhor personifica, de forma clara, as visões e a ideologia de um grupo de pessoas que devemos – e iremos – superar”. Bingo.

    O vídeo foi apagado? Foi. Depois da repercussão negativa pelo mundo afora. Não, simplesmente, porque o tresloucado assim o quis. Não se desculpou. Empurrou a culpa, como já dito, para outrem. É o modo de agir dos néscios, dos vagabundos de carreira. Cospem, ferem e, depois, saem pela tangente. São repugnantes. Trump é repugnante. Aguardemos, inclusive, o desfecho do caso Epstein. Alguns republicanos querem apuração mais incisiva. Trump é figurinha de proa dos famigerados arquivos desse caso.

    O segundo tema a ser abordado é relativo à saúde pública. No último domingo, dia 8, li a advertência de um colega advogado, e integrante, como eu, de um grupo de WhatsApp, que apontava uma, por assim dizer, enxurrada de casos de HIV, em Sergipe, segundo ele, após conversar com uma médica, que atua na rede pública de saúde. De pronto, um médico, no mesmo grupo, alertava para uma grande incidência de sífilis, entre nós, uma epidemia, segundo ele disse. 

A população está despreocupada com as doenças sexualmente transmissíveis? Se for assim, a situação tende a piorar, e muito. Foram tantos esforços para conscientizar a população mundial, para os riscos dessas doenças, algumas milenares, mas, sobretudo, da que mais ceifou vidas: a decorrente do HIV. Esforços em vão?

    Se for isso mesmo, que o advogado e o médico alertaram – e deve ser –, cabe ao poder público agir com rapidez e presteza, para cuidar do assunto, para reagir com eficiência e eficácia a tais incidências. 

    As festas que tomam conta do país, e, por aqui, claro, não é diferente, têm, por assim dizer, favorecido a despreocupação das pessoas, que estão se liberando cada vez mais? Festa é coisa boa. Muitos gostam. Nada mal nisso. Todavia, é preciso saber divertir-se sem se descuidar da saúde. Cuidado com os relacionamentos passageiros, que nascem e morrem no transcurso das baladas! Aí pode estar parte do perigo. 

    As autoridades sanitárias têm vacilado na prevenção? Tomara que não! Vamos contar com as providências a serem tomadas pelos órgãos e pelos profissionais que cuidam da saúde pública, nas esferas do Estado e dos Municípios, no que compete a cada entidade federada, na forma da legislação pertinente. 
 
Boa festa carnavalesca para todos. Com a devida precaução.


*Padre (Paróquia Santa Dulce dos Pobres – Aruana - Aracaju), advogado, professor da UFS, membro da ASL, da ASLJ, da ASE, da ADL e do IHGSE.

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