Aracaju (SE), 21 de janeiro de 2026
POR: Shirley Vidal
Fonte: Shirley Vidal
Em: 20/01/2026 às 19:08
Pub.: 20 de janeiro de 2026

Fazer comunicação em um mundo em mutação :: Por Shirley Vidal

Fazer comunicação em um mundo em mutação - Imagem ilustrativa: arte_Shirley Vidal

Shirley Vidal*

Uma reflexão profunda sobre o fazer comunicação vem me inquietando a mente, depois, o coração, e por fim, a escrita. O ideal de tribo permanece, desde que haja escuta ativa, recíproca e propósito no que se comunica.

As perguntas chave que formam a base do eco comunicacional, também. Pra quê? Em nome de quem? Para satisfazer a quem? Para provar o quê? A quem? 

Temos carros elétricos circulando em vias poluídas e esburacadas. Há inteligência artificial convivendo com inteligência primária. E assistimos colonizadores agindo belicosamente na macro e microeconomia.

A liberdade tanto pleiteada e pautada nas rodas jornalísticas nunca esteve tão ameaçada, quem diria, até por fakes  automaticamente reproduzidas. A reportagem está nas mãos de todos os portadores de smartphone. Mas e a verdade, a quem cabe democratizar?

Eis uma constatação: emocionalmente, o ser humano não evoluiu tão rápido quanto a tecnologia. Fazemos máquinas, bitcoisas, publicam-se notícias, falácias, sem refletir o impacto no todo.

Em tempos pandêmicos, resgato aos antigos escritores e à nossa ancestralidade. Tenho lido as crônicas do pacifista, Tolstói. Nos clássicos Guerra e Paz e Ressurreição o "Leão" que influenciava figuras como Gandhi, vislumbra a respeito de felicidade nas relações profissionais:

"Trabalhar com a possibilidade de ser útil às pessoas a quem é fácil fazer o bem e não estão acostumadas a recebê-lo. Repouso, natureza, livros, música e amor ao próximo."

Quase utópico, mas essencialmente verdadeiro e tocante. No caos, até o bem precisa ser escolhido a quem o fazer, para a própria autopreservação psíquica.

Eis a era das cavernas num blend com os vislumbres dos futuristas jetsons. Manda quem pode e obedece quem tem juízo? Será? O verdadeiro poder sempre foi interno, o de escolha. No filme 'De volta para o futuro' Marty Mcfly pode deixar de existir se não retornar pelo túnel do tempo e honrar a história dos pais quando se apaixonaram. Voltar à nossa casa, ao nosso embrião, é entender quem somos.

*Shirley Vidal é escritora, jornalista, designer gráfico e atua como assessora de comunicação e imprensa na agência @vipconecta. Pós-graduada em Comunicação Organizacional (Unit/SE), MBA em Marketing Digital (ESPM/SP) e MBA em Psicologia Positiva (PUC/RS). Lançou em out/2021 o livro de crônicas 'Reflexões da Pandemia'. IG e LinkedIn: @shirley_vidal

 


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