Breno Garibalde denuncia bloqueio de acesso ao Rio Santa Maria
Durante o pequeno expediente da Câmara de Aracaju nesta quarta-feira, 13, o vereador Breno Garibalde criticou o bloqueio de acesso de moradores ribeirinhos ao rio Santa Maria, um braço do Rio Vaza-Barris, na Zona de Expansão da capital.
O parlamentar atribuiu o problema ao avanço desordenado da especulação imobiliária na cidade.
Durante o pronunciamento, Breno exibiu um vídeo em que moradores denunciam dificuldades para acessar o rio após a construção de um loteamento na região.
Segundo os pescadores, marisqueiras e moradores que tradicionalmente utilizavam o espaço, eles passaram a enfrentar restrições, sendo obrigados a apresentar documentos para entrar na área. Alguns afirmam que, mesmo com identificação, o acesso tem sido negado.
“É revoltante ver moradores ribeirinhos que tinham acesso livre ao rio terem esse acesso bloqueado. O rio é um bem público, a Constituição diz isso. Não se pode bloquear o acesso ao rio para ninguém”, afirmou o vereador.
O parlamentar também criticou o modelo de ocupação urbana adotado na Zona de Expansão e apontou falhas no planejamento urbano da capital. Segundo ele, empreendimentos imobiliários têm avançado sobre áreas tradicionalmente ocupadas pela população sem garantir o direito de circulação e acesso aos espaços públicos.
“Os pescadores, marisqueiras, as crianças que tomavam banho no rio, da noite para o dia, têm o acesso bloqueado. É desse jeito que nossa cidade está sendo construída”, declarou.
O vereador destacou ainda que loteamentos possuem critérios de licenciamento diferentes dos condomínios fechados e afirmou que o empreendimento citado deveria garantir acesso aberto à população. “O loteamento era para ser aberto, mas colocaram uma cancela para bloquear o acesso da população que já vivia ali ao rio”, disse.
Ainda na tribuna, Breno Garibalde relacionou o caso à ausência de um Plano Diretor atualizado e efetivo para Aracaju. Para ele, a falta de regulamentação adequada contribui para o crescimento desordenado da cidade e favorece conflitos urbanos e sociais.
“A gente precisa pensar numa cidade para as pessoas, e não no lucro. Espero que casos como esses não se repitam mais em Aracaju e que sejam tomadas providências”, concluiu.