Pesquisa da UFS no semiárido é 1º lugar em prêmio da Fapitec
Estudo auxilia na recomendação de cultivares adaptadas ao semiárido sergipano
Doutorando do Campus Sertão da Universidade Federal de Sergipe, e integrante do Grupo de Estudos em Melhoramento Vegetal do Semiárido (GEMS), conquistou o 1º lugar na categoria Jovem Cientista do XIV Prêmio João Ribeiro de Divulgação Científica e Inovação Tecnológica, promovido pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (FAPITEC/SE). O objetivo da pesquisa é identificar ambientes mais favoráveis à produção sustentável do milho e aprimorar a indicação de cultivares adaptadas às condições edafoclimáticas da região.
A cerimônia de premiação dos candidatos aprovados será realizada no dia 11 de novembro de 2026, às 19h, no Museu da Gente Sergipana, em Aracaju (SE). A premiação reconhece trabalhos de destaque nas áreas de ciência, tecnologia e inovação, valorizando pesquisas que contribuem para o desenvolvimento científico e tecnológico e apresentam relevância para a sociedade.
A pesquisa faz parte da tese do doutorando Gabriel Oliveira Martins, orientada pelo professor Gustavo Hugo Ferreira de Oliveira, e apresenta a aplicação de uma metodologia que utiliza variáveis ambientais e séries históricas climáticas para auxiliar na recomendação de cultivares de milho mais adaptadas às condições da região Nordeste. O estudo considera diferentes características ambientais e climáticas para contribuir com a identificação de cultivares com maior potencial de adaptação às condições específicas de cada ambiente.
Gustavo Hugo Ferreira, professor do Campus do Sertão e orientador de Gabriel, salienta que a premiação representa um importante reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo grupo e à relevância das pesquisas realizadas na região. “É gratificante ver os trabalhos desenvolvidos no grupo serem premiados por relevantes instituições de pesquisa e fomento. Isso revela o impacto local, regional e nacional de nossas pesquisas. Neste caso em particular, temos um impacto regional inovador, ao trazer um estudo inédito de mapeamento do Alto Sertão Sergipano para melhorarmos a indicação de cultivares de milho mais adaptadas às nossas condições edafoclimáticas”.
"Essa conquista não é individual, ela representa o trabalho desenvolvido no Campus do Sertão da UFS, no GEMS. Mostrando também que é possível produzir ciência de qualidade no interior e no semiárido, porque existem pessoas que acreditam no poder da educação, que gostam de fazer pesquisa e que transformam dedicação e conhecimento em resultados para a sociedade”.
A pesquisa premiada contribui para aproximar a produção científica das demandas da agricultura regional, oferecendo informações que podem auxiliar na recomendação de cultivares de milho e na identificação de ambientes mais favoráveis à produção sustentável no alto sertão sergipano.