O corpo como linguagem: Ivy Viana estreia sua primeira exposição em Aracaju
O que um corpo pode dizer sem falar? Para a artista sergipana Ivy Viana, ele não apenas diz, revela.
Aos 21 anos, a artista apresenta uma produção que investiga o corpo, especialmente o feminino, não como ideal, mas como presença. Em suas pinturas, a figura deixa de ser representação e passa a existir como experiência: um território onde memória, identidade e emoção se encontram.
Com trajetória iniciada ainda na infância, Ivy transitou pelo desenho, pelo teatro e encontrou na pintura um campo mais direto para traduzir o que não cabe em palavras. Atualmente, vive em São Paulo, onde cursa Artes Cênicas, aprofundando uma pesquisa que articula técnica e intuição em trabalhos que dialogam entre o figurativo e o abstrato. A pintura de Ivy não busca representar o corpo, mas afirmá-lo como presença. Sintetiza a força de sua produção.
Esse entendimento se reflete em obras que não se oferecem como narrativa pronta. Ao contrário, pedem tempo, presença e um olhar atento. São trabalhos que deslocam o espectador do lugar de observador para o de participante sensível da experiência.
O trabalho já chamou a atenção do curador Mário Britto, que acompanha a artista e destaca a consistência de sua linguagem. “Ela traz o corpo como protagonista, como linguagem. As obras não contam histórias prontas, elas provocam sensações”, afirma.
Agora, essa pesquisa ganha espaço em Aracaju, na primeira exposição individual da artista. Um momento decisivo em sua trajetória e, ao mesmo tempo, um retorno simbólico às suas origens.
Mais do que uma mostra, a exposição propõe um encontro. Um convite para ver, sentir e permanecer. Porque, na obra de Ivy Viana, o corpo não se explica. Ele se manifesta.
Exposição individual de Ivy Viana
- Galeria Mário Britto – Aracaju
- 15 a 30 de abril
- Das 10h às 19h
- Entrada gratuita