26 de abril de 2019
POR: Célia Silva
Fonte: Fan F1
Em: 26/04/2019 às 15h15

Meningite: Saúde de Sergipe registrou seis casos e um óbito


De acordo com os dados da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (SES), a meningite registrou neste ano de 2019 seis casos e um óbito. A doença afeta principalmente crianças, que podem ser imunizadas com uma simples vacina disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), indicada para ser tomada antes de um ano de idade.


Meningite: Saúde de Sergipe registrou seis casos e um óbito (Foto: Via Fan F1)

Meningite: Saúde de Sergipe registrou seis casos e um óbito (Foto: Via Fan F1)


“É importante que a população tenha conhecimento de que há um calendário nacional de imunização e nele temos vacina específica para o pneumococo, haemophilus influenza e meningococo, que originam as formas mais graves da meningite”, salientou a diretora de Vigilância em Saúde da SES, Mércia Feitosa.


O agente infeccioso causa uma grande inflamação, que manifesta como principais sintomas uma forte e constante dor de cabeça, que melhora muito pouco com o uso de analgésico, diferente de outras cefaleias; febre, geralmente alta; rigidez da nuca, que causa forte dor quando se tenta flexionar o pescoço; e vômitos, que, diferente daqueles causados por uma infecção intestinal que são precedidos de náuseas, é um vômito em jato, originado dessa inflamação no sistema nervoso central, segundo explicou o infectologista Marco Aurélio.


Virais e bacterianas
Marco Aurélio enfatizou que a meningite é uma doença grave, já que afeta o  sistema nervoso central. “A viral pode evoluir de uma forma desfavorável para um quadro mais grave, embora geralmente seja mais autoresolutiva, com inflamação é menor. A bacteriana, se não for tratada a tempo pode levar a óbito. Aliás, tem uma letalidade alta, com óbitos chegando a quase 100% dos casos”, disse.


Quando o infectologista fala em ‘tratada a tempo’, quer dizer quanto mais cedo o paciente receber assistência médica, melhores são as chances de combater a doença e minimizar suas sequelas. A meningite é uma doença aguda, com apresentação dos sintomas muito rapidamente. “A pessoa começa com a dor de cabeça e em 12 horas já tem as manifestações todas ampliadas. Vai piorando à medida que não vai sendo tratada”, alertou o infectologista, aconselhando levar o paciente à unidade de saúde mais próxima.


Ele salientou que o quadro nas meningites virais pode melhorar espontaneamente com o uso de analgésicos, antitérmicos, repouso e hidratação. O que não acontece com a forma bacteriana, que exige o uso de antibióticos.


Identificação no Lacen
“Para confirmar o quadro da meningite, identificando o tipo, é preciso fazer a coleta do líquido cefalorraquidiano, que protege o cérebro e a medula. Normalmente é límpido como água, transparente, mas fica turvo ou purulento quando há a inflamação, confirmando que ali é uma meningite”, observou Marco Aurélio.


Segundo Marco Aurélio, o líquido coletado vai para o Laboratório Central de Sergipe (Lacen), onde é feita a cultura e outros exames para determinar o tipo de meningite, se é viral ou bacteriana, e qual bactéria a está causando. As mais comuns são as meningocócicas e seus subtipos (B e C) e a estreptocócicas.

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