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Aracaju (SE), 15 de setembro de 2026
Fonte: TJ/SE
Pub.: 15 de setembro de 2026

Empresas de transporte sofrem nova derrota na Justiça em disputa sobre licitação da Grande Aracaju

Empresas de transporte sofrem nova derrota na Justiça em disputa sobre licitação da Grande Aracaju - Imagem: TJ/SE

As empresas Atalaia Transportes e Transporte Sergipe sofreram mais uma derrota na Justiça na disputa envolvendo a licitação do transporte coletivo da Grande Aracaju.

Em julgamento realizado nesta segunda-feira, 14, a 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) decidiu, por unanimidade, conhecer e negar provimento ao recurso apresentado pelas duas empresas. O processo tramita na 12ª Vara Cível de Aracaju e tem o Consórcio de Transporte Público Coletivo Intermunicipal como parte agravada, com o Município de Aracaju como interessado.

A nova derrota acontece em meio a um impasse que envolve os municípios da Grande Aracaju e a execução dos contratos decorrentes da Concorrência Pública nº 001/2024.

Municípios querem ordem de serviço

São Cristóvão, Barra dos Coqueiros e Nossa Senhora do Socorro defendem o avanço da licitação e querem que sejam emitidas as ordens de serviço para o início da operação pelas empresas vencedoras.

A posição dos municípios, porém, esbarra em uma decisão judicial que impede que eles obriguem a presidência do Consórcio de Transporte Metropolitano a emitir as ordens de serviço.

Em decisão de 19 de agosto, divulgada pelo TJSE, a Justiça determinou que os três municípios se abstivessem de obrigar a presidente do Consórcio, a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, e o diretor-executivo, Hector Coronado, a expedir as ordens de serviço referentes à licitação. A decisão também impediu atos destinados à execução dos contratos e a convocação de assembleias do Consórcio com essa finalidade. 

A decisão estabeleceu ainda que eventual descumprimento da liminar poderia resultar em multa a ser definida pela Justiça. 

Licitação está no centro do impasse

A licitação que originou a disputa foi anulada anteriormente por decisões do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe e da Justiça, após o apontamento de problemas no processo. A decisão judicial citada pela SMTT menciona, entre outros pontos, inconsistências técnicas, ausência de informações essenciais, indícios de direcionamento e possível superfaturamento. 

Embora tenha havido posteriormente decisão suspendendo provisoriamente os efeitos da sentença de anulação, a liminar destacou que isso não autorizaria, por si só, a execução de contratos considerados nulos, apontando riscos aos cofres públicos. 

É justamente nesse cenário que está o principal conflito: os municípios defendem que a licitação avance e que as ordens de serviço sejam emitidas, enquanto decisões judiciais estabeleceram limites para que isso aconteça.

Nova derrota das empresas

O julgamento desta segunda-feira acrescenta mais um capítulo à disputa. Atalaia e VRS recorreram contra decisão proferida no processo, mas não conseguiram reverter o entendimento na 1ª Câmara Cível do TJSE.

O resultado foi unânime: o recurso foi conhecido e teve o provimento negado.

A decisão, portanto, mantém o cenário de disputa judicial em torno da licitação, enquanto os municípios seguem defendendo a implementação dos contratos e a emissão das ordens de serviço.

De um lado, os municípios cobram o início da nova operação. De outro, a Justiça continua sendo acionada para decidir os limites de execução de uma licitação que já foi alvo de anulação e de sucessivos questionamentos.

Imagem: TJ/SE

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