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Aracaju (SE), 09 de março de 2026
POR: Rodrigo Alves
Fonte: Assessoria de Imprensa das Clínicas Homo e Onco Hematos
Em: 09/03/2026 às 13:41
Pub.: 09 de março de 2026

Câncer de colo de útero em Sergipe: Campanha Março Lilás alerta para prevenção

Oncologista Dra. Gisélia Tavares - Foto: Divulgação

O mês de março é marcado pela campanha Março Lilás, iniciativa dedicada à conscientização e prevenção do câncer de colo do útero, um dos tumores mais frequentes entre mulheres no Brasil. A mobilização busca reforçar a importância da vacinação contra o HPV, da realização periódica do exame preventivo (Papanicolau) e do diagnóstico precoce da doença, que possui altas chances de cura quando identificada em estágios iniciais.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de colo do útero é o terceiro tumor mais incidente entre mulheres no Brasil, com estimativa de cerca de 17 mil novos casos por ano no triênio 2023-2025.

No estado de Sergipe, a doença também representa um importante desafio para a saúde pública. Estimativas apontam que cerca de 220 novos casos de câncer de colo do útero são registrados anualmente no estado, segundo projeções do INCA.

Estudos epidemiológicos também indicam que Sergipe apresenta taxas relevantes de incidência da doença, cerca de 20 casos para cada 100 mil mulheres, uma das mais altas registradas em algumas regiões do país.

Segundo a oncologista Dra. Gisélia Tavares, da Clínica Onco Hematos, a campanha Março Lilás é fundamental para ampliar o conhecimento da população sobre uma doença que pode ser amplamente evitada.

“O câncer de colo do útero é um dos tumores mais preveníveis que existem. A grande maioria dos casos está relacionada à infecção persistente pelo HPV, um vírus muito comum. Quando a mulher realiza o exame preventivo regularmente, é possível identificar alterações ainda nas fases iniciais, antes mesmo do desenvolvimento do câncer”, explica a especialista.

A principal forma de prevenção é a vacinação contra o HPV, indicada para meninas e meninos ainda na adolescência. Além disso, o exame citopatológico (Papanicolau) continua sendo uma ferramenta essencial para detectar alterações nas células do colo do útero antes que elas evoluam para um tumor.

Para Dra. Gisélia Tavares, a informação é um dos principais aliados no combate à doença.

“A prevenção envolve três pilares fundamentais: vacinação contra o HPV, realização periódica do exame preventivo e acesso ao acompanhamento médico. Quando essas estratégias são seguidas, conseguimos reduzir significativamente a incidência e a mortalidade do câncer de colo do útero”, ressalta.

Ela destaca que, na maioria das vezes, o câncer de colo do útero não apresenta sintomas nas fases iniciais, o que reforça a importância do rastreamento regular. Nos estágios mais avançados, podem surgir sinais como sangramento vaginal fora do período menstrual, dor pélvica e corrimento persistente.

A campanha Março Lilás reforça justamente essa mensagem: o câncer de colo do útero pode ser prevenido e tratado com sucesso quando diagnosticado precocemente. A conscientização, aliada ao acesso aos serviços de saúde, é essencial para reduzir o impacto da doença e proteger a saúde das mulheres sergipanas.


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