Leucemia em Sergipe: Dr. Lucas de Menezes alerta para casos no estado e reforça Campanha Fevereiro Laranja
A leucemia, um câncer que se origina nas células do sangue e da medula óssea, segue no radar das autoridades e dos serviços especializados em Sergipe. Segundo os dados mais recentes disponibilizados pelo Instituto Nacional do Câncer, o estado tem previsão de uma média de 90 novos casos anuais.
O tema ganha ainda mais visibilidade com a campanha Fevereiro Laranja, movimento nacional de conscientização sobre a doença e incentivo ao diagnóstico precoce e à doação de medula óssea.
Segundo Dr. Lucas de Menezes, médico hematologista da Clínica Onco Hematos em Aracaju, a campanha destaca que a leucemia pode evoluir rapidamente em alguns subtipos e que reconhecer sinais de alerta e buscar avaliação médica são passos decisivos para aumentar as chances de sucesso no tratamento.
“O Fevereiro Laranja é um chamado para olhar com seriedade para sintomas persistentes e não normalizar cansaço extremo, palidez, infecções de repetição ou sangramentos sem explicação. Quanto mais cedo investigamos, melhores são as possibilidades de controle e cura, a depender do tipo de leucemia”, explica.
Sinais que merecem investigação
Embora existam diferentes tipos — como leucemias agudas e crônicas, de linhagem mieloide ou linfoide —, especialistas reforçam que alguns sinais precisam de atenção, especialmente quando são persistentes: anemia, fadiga intensa, febre, infecções frequentes, hematomas, sangramentos espontâneos e queda de plaquetas. A orientação é procurar atendimento para avaliação clínica e exames laboratoriais.
Mortalidade e necessidade de ampliar diagnóstico precoce
Para o Dr. Lucas, fortalecer a jornada do paciente é parte central do debate: “Leucemia não é uma única doença. Existem subtipos com comportamentos diferentes e tratamentos específicos. Por isso, a avaliação com hematologista e o acesso rápido a exames confirmatórios fazem toda a diferença”, destaca.
Doação de medula: quando a campanha vira esperança
O Fevereiro Laranja também reforça a importância de ampliar o número de doadores cadastrados, já que a compatibilidade pode ser rara. As diretrizes divulgadas em canais oficiais indicam que, em geral, para se cadastrar como doador voluntário é preciso ter entre 18 e 55 anos e estar em boas condições de saúde, realizando coleta de sangue para testes de compatibilidade e inclusão em banco de doadores.
“Informação salva vidas, mas a campanha vai além: ela mobiliza. Ao incentivar o cadastro de doadores, o Fevereiro Laranja pode representar a chance de cura para pacientes que dependem de transplante”, completa o hematologista.