Disputa pela presidência da Alese já é discutida nos bastidores da política :: Por Habacuque Villacorte
Antecipação feita por Fábio Mitidieri elevou as discussões com dois nomes despontando
São inúmeros os desdobramentos nos bastidores do mundo político sergipano, após a antecipação feita pelo governador Fábio Mitidieri (PSD), que além de confirmar sua pré-candidatura à reeleição em 2026, também confirmou toda a sua chapa majoritária, com o deputado estadual Jeferson Andrade (PSD) como seu pré-candidato a vice, e os “desafetos” André Moura (UNIÃO) e Alessandro Vieira (MDB) disputando o Senado Federal.
Além do desgaste natural, que sempre vem acompanhado com tanta antecipação da chapa majoritária, este colunista tomou conhecimento de discussões nos bastidores do mundo político sobre o comando da Assembleia Legislativa, a partir da próxima legislatura. Nos corredores da Casa, a informação é que o nome mais cotado para presidir a Alese a partir de fevereiro de 2027 é o deputado Cristiano Cavalcante (UNIÃO), caso ele seja reeleito em outubro próximo, evidentemente.
Mas outro nome começou a ter muita especulação nos bastidores da Alese: o também deputado Jorginho Araújo (PSD). As informações dão conta que ele seria o nome da preferência e da confiança do governador Fábio Mitidieri, e não Cristiano, mas para evitar um conflito na base aliada, se ambos forem reeleitos, além do próprio chefe do Executivo, se tentaria um acordo, com Cristiano presidindo a Casa por dois anos e Jorginho por outros dois.
Mas quem conhece os bastidores da Alese sabe que esse tipo de “acordo” não prevalece e quem “chega primeiro”, geralmente preside o Poder pelos quatro anos. Dito isso, Cristiano parece não querer “dar brecha” para Jorginho e se articula, mas aliados do governo dizem que o líder de Mitidieri só teria chances caso o pré-candidato ao Senado, André Moura saia vitorioso no pleito desse ano. Jorginho seria da “corrente” governista mais alinhada ao projeto de reeleição de Alessandro Vieira.
Entretanto, ainda existe outro impasse criado na base governista: muitos deputados não se manifestam publicamente, para evitar um degaste com o governador Fábio Mitidieri, mas a turma está ressentida com a postura de Jorginho Araújo enquanto ele esteve no comando da Casa Civil. Aliados não gostaram de seu estilo, do tratamento dispensado e até nos contatos feitos com lideranças municipais. Há quem diga que, se Fábio lançar Jorginho como sua indicação na Alese, a base lança outro nome para concorrer!
Tudo isso em mais um capítulo da falta de estratégia e articulação política do governo que chega ao seu quarto ano com muita gente “fingindo” alinhamento e esperando uma alternativa competitiva da oposição, que só será anunciada quando estiver aberta a janela partidária. Ao antecipar sua chapa, o governador também antecipou as disputas nos bastidores pelo comando da Alese, o que só aumenta as tensões entre aliados. Tem gente já dando como certa a reeleição, sem ouvir a vontade do povo!
Não custa lembrar o que ocorreu na eleição de Aracaju em 2024. Com Edvaldo Nogueira (PDT) ainda na PMA, impondo ao grupo o nome “insosso” de Luiz Roberto (PDT), o governador Fábio Mitidieri subestimou a hoje prefeita eleita Emília Corrêa (Republicanos) e ainda prejudicou o projeto de Yandra Moura (UNIAO). Achavam que a vitória nas urnas era uma questão de tempo, pelo tamanho do grupo e pelo poder financeiro. A derrota provou que é sempre bom “combinar o jogo com os russos”...
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