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Aracaju (SE), 11 de março de 2026
POR: Habacuque Villacorte
Fonte: Panorama Sergipe
Em: 11/03/2026 às 02:07
Pub.: 11 de março de 2026

Ricardo e Rodrigo ficam "isolados” e Flávio pode ter palanque esvaziado :: Por Habacuque Villacorte

Pré-candidato terá que liderar o bolsonarismo, movimento que sempre tratou com neutralidade

Ricardo e Rodrigo ficam “isolados” e Flávio pode ter palanque esvaziado - Foto: Panorama Sergipe

Este colunista não é o “senhor da razão” e muito menos o “dono da verdade”, mas a política é coisa para gente séria sim, mas para gente que é profissional e que tem o mínimo de estratégia! Por mais que alguns setores tentem vandalizar ou fragilizar o segmento, a política é necessária como instrumento de transformação social. Mas, saindo dos discursos literários e das teorias dos livros, a realidade é dura para quem trata a política com amadorismo!

O “fato novo” da política de Sergipe é o anúncio da pré-candidatura a governador do vice-prefeito de Aracaju, Ricardo Marques (Cidadania), pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), ao lado do deputado federal e pré-candidato ao Senado, Rodrigo Valadares (UNIÃO). Está selado o rompimento político de ambos com a prefeita da capital, Emília Corrêa (Republicanos), e com o pré-candidato a governador e prefeito de Itabaiana licenciado, Valmir de Francisquinho (Republicanos).

Ricardo vai ter a responsabilidade de liderar em Sergipe um movimento que, no máximo, sempre tratou com neutralidade: o bolsonarismo. Setores da imprensa chegaram a noticiar que alguns interlocutores tentaram o diálogo entre os líderes da oposição, mas sem consenso, e de forma precipitada e açodada, Ricardo é confirmado pré-candidato a governador para tentar construir uma terceira via no Estado, que já vive o embate entre o governador Fábio Mitidieri (PSD) e Valmir de Francisquinho.

E o projeto em torno de Ricardo parece ser benéfico apenas para Rodrigo Valadares, que não trabalha para agregar a oposição em torno de um projeto nacional de Flávio Bolsonaro e nem de mudança política aqui no Estado. Ele precisa de um “governador para chamar de seu”, para viabilizar seu projeto ao Senado, mas esta é uma aposta alta demais, porque só o bolsonarismo não será capaz de elegê-lo este ano. E, se as chances de vitória são pequenas, o que realmente almeja a dupla “RR”?

Ricardo perdeu espaços importantes na estrutura da administração municipal de Aracaju e terá ser mais do que propositivo para crescer nas pesquisas para o governo, mas terá quer convincente ao fazer oposição a Mitidieri, que dará palanque e defenderá a reeleição do presidente Lula (PT) em Sergipe. E o que Ricardo irá falar de Valmir de Francisquinho? Que recentemente ele foi ao seu encontro em Itabaiana, deixando transparecer que apoiaria sua pré-candidatura ao governo?

O projeto de Ricardo e Rodrigo surge como “novidade” na política local, mas já “nasce esvaziado” e “isolado”, inclusive impedindo que Flávio Bolsonaro tenha um palanque muito mais fortalecido no Estado. A forma de Valmir de Francisquinho fazer política e que lhe posiciona muito bem na disputa independe dessa polarização entre Lula e Bolsonaro. Teoricamente, a dupla “RR” terá que rivalizar com Fábio e Valmir, tento que atacar tudo aquilo que, até então, eles defendiam como o melhor para Sergipe.

Tecnicamente falando, faltou humildade, maturidade, estratégia e profissionalismo, mas tentar construir um projeto majoritário moderno e cativante. A proposta de “conflito” e “dissidência” não agrada e só afasta o eleitorado que está insatisfeito com o governo de Fábio Mitidieri. E, como perguntar não ofende, em caso de segundo turno, qual será a posição da dupla “RR”? Apoiar um projeto de mudança ou oficializar uma já especulada aliança com Mitidieri? É aguardar os posicionamentos de ambos...

Confira coluna completa em Habacuque Villacorte.


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