Aracaju (SE), 26 de outubro de 2021
POR: Assessoria de Imprensa Unit
Fonte: Assessoria de Imprensa Unit
Em: 21/09/2021 às 07h01
Pub.: 21 de setembro de 2021

Apnéia do Sono: Obesidade pode ser fator de risco para o desenvolvimento da doença


Professora da Universidade Tiradentes explica como ocorre a apnéia do sono e quais os seus malefícios para a saúde.


Apnéia do Sono: Obesidade pode ser fator de risco para o desenvolvimento da doença (Foto: Assessoria de Imprensa Unit)

Apnéia do Sono: Obesidade pode ser fator de risco para o desenvolvimento da doença (Foto: Assessoria de Imprensa Unit)


A associação entre obesidade e distúrbios do sono tem sido observada há muitos anos, e de acordo com a Professora do curso de Medicina da Universidade Tiradentes, Arlete Cristina Granizo Santos, ela pode ser observada tanto em homens quanto em mulheres. Porém, o que diferencia entre os sexos é o período onde existe uma maior susceptibilidade para a apnéia do sono. 


Nas mulheres, os fatores predisponentes, com destaque ao aumento do abdome, são mais prevalentes a partir da menopausa. “Nos estudos desenvolvidos nas duas últimas décadas sobre a associação da apneia obstrutiva do sono (AOS)  e seus efeitos no organismo, observou-se que há uma íntima relação dessa condição com a gordura visceral, com a influência da obesidade, sendo uma via de duas mãos. Isso significa que o aumento da gordura visceral pode causar a AOS, assim como a AOS pode influenciar de forma significativa o acúmulo da gordura visceral”, explica Arlete.


A professora afirma que no período pós-menopausa, devido às alterações hormonais, ocorre ganho de peso e aumento do depósito de gordura central na grande maioria das mulheres. O sobrepeso e a obesidade acarretam a diminuição da luz da coluna aérea pelo acúmulo de gordura entre as fibras musculares, aumentando a área de colapsibilidade na faringe, que originará os roncos e a apneia obstrutiva do sono. “Da mesma forma, o ganho de peso, através do volume abdominal maior  pelo acúmulo de gordura, compromete a expansão torácica durante os movimentos respiratórios reduzindo o gradiente de pressão, que leva à colapsibilidade da via aérea superior”. 


Arlete reitera que a qualidade de vida é muito afetada pelos distúrbios do sono. “O sono fragmentado como ocorre na AOS, não é reparador, prejudicando a rotina do portador de uma dessas afecções, pelo cansaço frequente, sono diurno excessivo, cefaleia e até depressão. Mais preocupante, é a instalação da síndrome metabólica com riscos danosos à saúde, que culminam com o diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica ou até mesmo um infarto agudo do miocárdio”. 


Para evitar os problemas causados pela apnéia e outros distúrbios do sono,a professora indica,inicialmente, uma avaliação médica otorrinolaringológica, a fim de descartar fatores obstrutivos na via aérea superior, que devem ser tratados. Doenças que favoreçam o acúmulo de gordura visceral e desequilíbrios hormonais também devem ser investigados e tratados.


As medidas para uma melhor qualidade do sono precisam ser tomadas, porém com os cuidados para um estilo de vida saudável, como uma dieta adequada e a prática de exercícios físicos. Evitar o tabagismo e uso de álcool, e o consumo de substâncias estimuladoras como café, chá preto ou chá mate, próximo do horário do sono, para o relaxamento adequado para o sono profundo. “Além disso, é recomendado não fazer refeições noturnas com grandes quantidades de alimento. O ambiente em que dorme é também muito importante. A temperatura e a iluminação devem ser adequadas, e não utilizar celular, computador ou iPad no momento em que se deita para dormir”.

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