Aracaju (SE), 19 de agosto de 2022
POR: Assessoria de imprensa
Fonte: Assessoria de imprensa
Em: 12/07/2022 às 09h48
Pub.: 12 de julho de 2022

Projeto inédito de Pedro Luís e Yuri Queiroga reúne canções revisitadas de ambos em um álbum-concerto pop


O projeto terá show de lançamento no FIG, Festival de Inverno de Garanhuns, PE, dia 29/07.


O álbum será lançado em áudio stereo em todas as plataformas digitais e na tecnologia dolby atmos, com exclusividade para assinantes da Apple Music.


Pedro Luís e Yuri Queiroga - Foto: Jorge Bispo

Pedro Luís e Yuri Queiroga - Foto: Jorge Bispo

“Terral”, nome dado ao vento mais favorável ao surf, ou “o vento que vai da terra para o mar”, batiza o novo projeto de Pedro Luís e Yuri Queiroga. Como o som, que na física é onda e seu deslocamento no ar, este encontro resulta de fazer música com muita onda: surfistas sonoros, os artistas avançam juntos nessas águas, em despretensiosas revisitas de canções de Pedro sob o olhar de produtor instigado de Yuri com um repertório que “vai das coisas do coração ao amor pela natureza, passando pelas janelas da crônica social. As canções se sucedem num concerto pop, um eletro orgânico que vai da mais sutil e branda canção a um maremoto rock’n roll brazuka”, explica Pedro Luis.


O trabalho tem a assinatura da dupla de músicos parceiros, que se desafiaram a partir de composições clássicas de Pedro Luís – com temas que infelizmente, do ponto de vista sócio-cultural brasileiro, ainda são atuais - e a produção personalíssima de Yuri Queiroga, por um viés mais eletrônico que resulta em uma música eletro-orgânica. As letras fortes e o ritmo dançante em total sintonia  entre percussões e beats fortalecem o discurso, que fala sobre a miséria, o amor, o cotidiano, a família e as urgências da pauta ambiental.


O processo de feitura do trabalho reúne múltiplas e inusitadas sonoridades e linguagens em um “álbum-concerto”, em que a dupla é a “banda sinfônica” - tanto descarregando seus multi-instrumentos gravados para serem disparados, quanto performando ao vivo. Os vídeos que acompanham as músicas ganham especial destaque, com imagens subaquáticas do acervo dos mergulhadores Ricardo Gomes e Doug Monteiro, editadas por Jéssica Leal, a exemplo de “Miséria S.A” (com siris em disputa e tartarugas pedindo ajuda), “Sangue soa” (com pescadores artesanais explorando a natureza com pouco impacto), “Miséria no Japão” (com imagens de plásticos, máscaras e outros lixos humanos no mar e nas praias)  e “Batalha naval” (com peixes e tubarões cuja aparência é assustadora e são marginalizados e tidos como perigosos sem de verdade serem).


O repertório, segundo Yuri, fala da interação com o meio ambiente e, em relação ao vento terral, indaga: “Que ventos a gente quer enviar daqui da terra pro mar?”


“O baile tá posto, o passo é livre e a melhor onda será com vocês. Venham!”, convidam os músicos, que também sugerem: “Seja um bom vento terral! Coloque seu fone, dê play no disco e recolha um lixo da praia!".


Mais sobre os artistas


Pedro Luís
Raro artista auto-suficiente, multifacetado e agregador, compõe canções para MPB com vários parceiros. Seu cancioneiro autoral passeia por diversos matizes sendo gravado por Ney Matogrosso, O Rappa, Cidade Negra, Fernanda Abreu e Elza Soares. Foi diretor musical de “As Brasileiras” e “Elza”, ambas da rede Globo.


É fundador, idealizador e intérprete do Monobloco. Além dos clássicos discos de Pedro Luís e a Parede, lançou os álbuns solo Tempo de menino, Aposto, Vale quanto pesa: pérolas de Luiz Melodia e Macro, projeto em parceria com Batman Zavarese.


Yuri Queiroga
Produtor musical e músico, o recifense Yuri Queiroga ganhou um Grammy Latino em 2007 pelo disco Qual o Assunto Que Mais Lhe Interessa, de Elba Ramalho. Ganhou melhor trilha sonora no Festival Cine Música com “Amor, Plástico e Barulho”. Produziu trilhas do programa "Transando com Laerte”, novela “Geração Brasil” da Rede Globo e espetáculo “O Cão Sem Plumas” da Cia Déborah Colker. Em 2019 foi indicado novamente ao Grammy Latino por O Ouro do Pó da Estrada, de Elba Ramalho, e ao Prêmio da Música Brasileira pelo projeto Frevotron com os parceiros Spok e DJ Dolores. Como músico, acompanhou os artistas Lula Queiroga, Roberta Sá, Otto, China e Elba Ramalho em turnês pelo Brasil e Silvério Pessoa, Dj Dolores e Lucy Alves em shows pela Europa, Estados Unidos, Canadá, Emirados Árabes e Japão. Com Pedro Luís, assina a produção musical do Projeto Macro e do fonograma Caio No Suingue relançado em 2021.

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