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Aracaju (SE), 25 de abril de 2026
POR: Erenita Sousa
Fonte: Erenita Sousa
Em: 24/04/2026
Pub.: 24 de abril de 2026

A pressa está te afastando de você? O risco silencioso de decidir sem consciência :: Por Erenita Sousa

Erenita Sousa*

Erenita Sousa - Foto: Acervo pessoal

Em um cenário cada vez mais acelerado, onde decisões são cobradas com urgência, cresce também um fenômeno silencioso: o distanciamento entre o indivíduo e sua própria percepção interna.
A pressa constante compromete a reflexão. E, sem reflexão, escolhas passam a ser guiadas por impulsos, medo ou pressão externa — e não por consciência.

Nesse contexto, a intuição perde espaço. Não porque deixa de existir, mas porque não encontra ambiente para se manifestar. A intuição exige silêncio, presença e uma escuta mais profunda. E isso se torna cada vez mais raro em meio ao excesso de estímulos e ao barulho mental.

A mente, quando sobrecarregada, tende a buscar respostas rápidas. É nesse ponto que a ansiedade se intensifica, alimentando pensamentos repetitivos e ampliando a sensação de urgência. A necessidade de acertar e evitar erros pode afastar o indivíduo de um elemento essencial: o sentir.

Sentir não é fragilidade. É informação.

Ignorar o que se sente não elimina o conflito — apenas o adia. Quando o sentir é considerado, o pensamento ganha mais clareza, e as decisões se tornam mais coerentes. Outro ponto importante está na forma como se define o “certo” e o “errado”. 

Muitas dessas referências são externas — sociais, familiares ou culturais — e nem sempre refletem a verdade interna de quem decide. Quando não há alinhamento, surgem dúvidas, inseguranças e, muitas vezes, paralisação.
O medo aparece nesse processo: medo de errar, de perder, de decepcionar. No entanto, o medo também pode ser um sinal de movimento. Crescer implica lidar com perdas — de padrões, de relações e de versões antigas de si mesmo.

A força, portanto, não está em evitar desconfortos, mas em atravessá-los com consciência.
Nesse caminho, a maturidade emocional se torna essencial. Trata-se da capacidade de reconhecer emoções, sustentar incertezas e agir com equilíbrio, mesmo diante da pressão.

Equilíbrio não significa ausência de conflito, mas a habilidade de não se perder em meio a ele.
Para isso, é necessário desenvolver paciência — não como espera passiva, mas como respeito ao próprio tempo. Nem todas as respostas são imediatas. Existe um ritmo interno que não acompanha a lógica da urgência.
E é nesse ponto que o silêncio se torna estratégico.

Com escuta, propósito e verdade,
Erenita Sousa

@erenita_sousa | 79 9 9961-5636

Sobre a autora
*Contadora, jornalista, psicanalista, mentora e consteladora sistêmica familiar e empresarial.
Atua no campo terapêutico e empresarial com foco em desenvolvimento humano, posicionamento interno e relações saudáveis no trabalho e na vida.

 

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