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Aracaju (SE), 06 de abril de 2026
POR: Fecomércio-Sesc-Senac
Fonte: Fecomércio-Sesc-Senac
Em: 06/04/2026 às 12:31
Pub.: 06 de abril de 2026

Turismo de Sergipe movimenta R$ 71 milhões em janeiro

Passarela do Caranguejo, na orla de Atalaia - Foto: Divulgação

O turismo sergipano iniciou 2026 com desempenho positivo e sinalização de continuidade na trajetória de crescimento. Em janeiro, a movimentação econômica do setor avançou 3,13%, saltando de R$ 69,275 milhões para R$ 71,444 milhões, conforme levantamento recente, realizado pela Fecomércio São Paulo, em parceria com a Fecomércio Sergipe.

O resultado posiciona Sergipe na 16ª colocação no ranking nacional de movimentação turística, além da 4ª posição no Nordeste, desempenho relevante diante da forte concorrência regional, especialmente de destinos consolidados. A leitura econômica do dado aponta para um início de ano aquecido, impulsionado pela sazonalidade do verão, maior fluxo de visitantes e recuperação gradual do consumo de serviços.

A análise detalhada da composição da receita reforça um traço estrutural do turismo no estado: a forte concentração na capital. Aracaju respondeu por 76% de toda a movimentação turística, o que equivale a aproximadamente R$ 54,3 milhões gerados apenas no município em janeiro. O número consolida a cidade como principal polo de atração e consumo turístico, reunindo infraestrutura, rede hoteleira, gastronomia e eventos.

Na avaliação do presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac, Marcos Andrade, o desempenho reflete o trabalho contínuo de fortalecimento do setor e promoção do destino Sergipe.

“Esse crescimento de 3,13% demonstra que Sergipe segue em trajetória de consolidação no turismo. Temos investido na promoção do destino, na qualificação dos serviços e na ampliação da nossa capacidade de receber bem. O resultado de 71 milhões de reais de janeiro mostra que estamos no caminho certo, mas também reforça a necessidade de avançarmos ainda mais, especialmente na interiorização da atividade”, destacou.

Sob a ótica econômica, o avanço registrado em janeiro tem efeito direto sobre cadeias produtivas relevantes, como hospedagem, alimentação fora do lar, transporte e comércio. O turismo, nesse contexto, atua como vetor de dinamização da economia local, gerando emprego, renda e circulação de capital.

Para o economista Márcio Rocha, chefe de Comunicação e Inteligência do sistema, o crescimento observado, embora consistente, também evidencia desafios estruturais.

“O crescimento é positivo e indica aumento da demanda turística, mas quando observamos que 76% da movimentação está concentrada em Aracaju, o grande polo do turismo no estado, fica claro que Sergipe ainda precisa avançar na diversificação da sua oferta. Interiorizar o turismo é fundamental para ampliar o impacto econômico da atividade e reduzir essa concentração, permitindo que mais regiões se beneficiem desse fluxo de renda”, avaliou.

O cenário, portanto, combina avanço e oportunidade. Se por um lado o estado demonstra capacidade de crescimento e competitividade regional, por outro, o desafio permanece em estruturar novos polos turísticos, fortalecer roteiros integrados e ampliar a permanência do visitante. 

“A continuidade desse movimento dependerá de fatores como investimentos em infraestrutura, promoção coordenada do destino e estímulo ao empreendedorismo local, elementos essenciais para transformar crescimento pontual em desenvolvimento sustentável do turismo sergipano”, aponta o presidente Marcos Andrade.

O Sistema S do Comércio é composto pela Fecomércio, Sesc, Senac, Instituto Fecomércio e 13 Sindicatos Patronais em Sergipe. Presidida por Marcos Andrade, a entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.


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