Aracaju (SE), 03 de julho de 2022
POR: Assessoria
Fonte: Assessoria
Em: 19/04/2022 às 08h39
Pub.: 19 de abril de 2022

Héloa estreia álbum yIDé com participações de importantes nomes da música brasileira


Com Direção e Produção Musical de Carlinhos Brown e Yuri Queiroga, o disco traz feats com Margareth Menezes, Lia de Itamaracá, Mateus Aleluia, Luiz Caldas, Maestro Spok e Grupo Indígena Sabuká Kariri-Xocó.


Héloa estreia álbum yIDé com participações de importantes nomes da música brasileira (Imagem: Divulgação)

Héloa estreia álbum yIDé com participações de importantes nomes da música brasileira (Imagem: Divulgação)


Trazer canções que exaltam as forças espirituais e de matriz africana e indígena evocando deuses, orixás, gritos de liberdade, esperança e fé é uma das propostas que a artista afroindigena Héloa traz no seu novo disco yIDé. O álbum que conta com direção e produção musical do mestre Carlinhos Brown e Yuri Queiroga, além da participação de importantes nomes da música brasileira, chega hoje nas plataformas de música via selo Candyall Music.


O yIDé tem uma linguagem pop, mas que traz o sagrado ancestral como fio condutor do projeto. Variados ritmos que permeiam esse trabalho, todos de matrizes africanas espalhados mundo afora como o ijexá, o reggae, o pop, a ciranda, samba-reggae, samba duro, hip hop, dancehall, funk, rojão.


"É um disco de legado histórico, uma obra que carrega memória ancestral através dos tambores, da tradição oral, dos cantos sagrados, das saudações e evocação da natureza envolto em uma produção pop, com refrãos que convida o público a entoar um canto de liberdade", contou Héloa.


Com um canto forte e com vocais refinados, Héloa traz a cada faixa uma interpretação que vai da doçura à força. Como compositora das faixas, a sergipana se empodera ainda mais das palavras e da poesia do álbum através do canto e aborda questões que refletem sobre racismo, homofobia, liberdade feminina, sobre respeito às diversidades, sobre a luta dos povos originários e o direito a culto da tradição e à terra.


O álbum tem a direção artística de Brown e da própria Héloa e conta com nove faixas de sua autoria, sendo quatro delas de composição compartilhada com Yuri Queiroga, que também assina a produção musical do disco. yIDé também traz nomes como Margareth Menezes, Lia de Itamaracá, Mateus Aleluia, Luiz Caldas, Maestro Spok e Grupo Indígena Sabuká Kariri-Xocó que dividem os vocais com Héloa.


yIDé carrega toda a potência do que pode se se considerar o Brasil mais profundo e fortificado em suas raízes, um álbum histórico que traz a comunhão de uma cosmovisão que se intersecciona através das práticas ancestrais de povos de matriz africana aportados no Brasil e os povos originários.


Na faixa Odocyá, segundo single do yIDé, Héloa divide os vocais com o patrimônio vivo de Pernambuco, Lia de Itamaracá, em um canto de homenagem a Iemanjá. "Tudo Iemanjá me traz, toda a inspiração. Eu escrevo na areia os versos e a onda do mar apaga e eu sigo a escrever. Por isso eu me sinto muito feliz de estar junto a vocês, principalmente em um trabalho dedicado a Iemanjá, pois eu sou filha dela e ela tudo me dá", contou Lia.


Mateus Aleluia, outro importante nome da música brasileira dedicada ao culto aos orixás, chegou somando na faixa Velho Orixá, uma composição do mineiro Sérgio Pererê. "Héloa é uma artista que se debruça em buscar a verdadeira história dos seus antepassados. Consequentemente contribui para a reconstrução da história do Brasil que nos foi negada.Artistas como ela são a continuidade do legado deixado pelos nossos ancestrais e carregam consigo a importante missão de reescrever e preservar nossa memória.", contou Mateus Aleluia


Carlinhos Brown, que abraçou o projeto através do selo Candyall Music, traz uma linguagem sonora acentuando vários ritmos brasileiros com a presença de diversos instrumentos de origem indígena e africana que soma às linhas vocais de Héloa. Já Yuri Queiroga, soma com os beats eletrônicos, dando ao disco uma sonoridade ainda mais pop e global, que, para completar traz também outros instrumentos como violoncelo, saxofone, trombone, viola caipira, violão, clarinete, guitarra, baixo e bateria.


"Depois de navegar os afluentes do sublime Opará, yIDe é o novo mergulho de Héloa, com energia de sobra pra cruzar os oceanos e levar para o mundo o que há de mais sincero, poderoso e profundo na arte brasileira”, concluiu Yuri.


O resultado final é um álbum que traz um marco na trajetória artística de Héloa, que junto de importantes nomes da música brasileira celebram a sua ancestralidade.   "Acompanhar a trajetória de Héloa tem sido de grande alegria e honra, e também de muita inspiração, pela grandeza dessa artista, que nos brinda, a cada nova criação, com a personalização de suas sonoridades, com uma voz potente e doce, e uma presença forte e única. Suas melódicas trazem a sabedoria das matrizes ancestrais, em canções que entrelaçam esperança e liberdade. Um prazer imenso estar ao lado de Héloa nesta direção artística, e acompanhando de perto toda sua evolução", comemorou Brown.


Identidade Visual
A identidade visual de yIDé merece destaque pela união das diversas expressões artísticas presentes no conceito, que é assinado e dirigido por Héloa. A capa é uma ilustração que foi pensada a partir dos referenciais de brasilidade, tropicalismo, originário e africano presentes no disco, como uma explosão de uma vibração de cores e ritmos que o álbum propôs.


Fruto de uma ilustração dos Irmãos Credo, a capa de yIDé traz uma linguagem de colagem inspirada nas referências da matriz afroindígena, como também do Cerrado brasileiro enquanto território ancestral. "Héloa tem uma vivacidade e potência que conversa muito com nosso trabalho. Os traços dela se parecem com os de nossos personagens e foi muito gratificante fazer parte desse projeto maravilhoso", afirmam os Irmãos Credo.


A partir dessa ilustração, a estilista Naya Violeta traz para o figurino uma peça desenvolvida em exclusividade para Héloa, inspirada nas representações da matriz africana na religiosidade e na cultura popular. Com esse trabalho temos a união de diversas expressões artísticas, como uma marca registrada da sergipana. Começa na ilustração, que se completa com o figurino e finaliza na fotografia de Duda Portella.

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