Aracaju (SE), 23 de maio de 2022
POR: Tirzah Braga
Fonte: Assessoria
Em: 23/12/2021 às 13h27
Pub.: 23 de dezembro de 2021

Carlos Cauê retrata a pandemia em seu novo livro: "não podemos passar incólume vendo morrer milhões de pessoas pelo mundo"


Com nomes fictícios, mas em situações muito reais, o novo livro de Carlos Cauê, lançado na noite da última quarta-feira, 22, retrata, em 12 crônicas, o cenário de pandemia que, ao longo dos últimos dois anos, transformou a rotina de todo o mundo. “Sinfonia da Desesperança” é a terceira obra do escritor, jornalista e publicitário que, em meio à presença de familiares, amigos e admiradores, na noite de lançamento, cravou o sentimento que permeou a produção do seu novo livro: “não podemos passar incólume vendo morrer milhões de pessoas pelo mundo”.


Carlos Cauê retrata a pandemia em seu novo livro: "não podemos passar incólume vendo morrer milhões de pessoas pelo mundo" (Foto: Marcelle Cristinne)

Carlos Cauê retrata a pandemia em seu novo livro: "não podemos passar incólume vendo morrer milhões de pessoas pelo mundo" (Foto: Marcelle Cristinne)


Em formato de bolso, acoplando 116 páginas, a sinfonia orquestrada pelas palavras de Cauê é fruto de um trabalho, sobretudo, de observação do mundo à sua volta, mundo este que, durante o período de pandemia, sofreu as perdas e as dores provocadas por um vírus que chegou sem avisar, mas ficará na memória e nos registros históricos de uma humanidade que, em tese, não será mais a mesma.


“A humanidade está vivendo um momento muito singular. Há dois anos, estamos vivendo de acordo com regras impostas por um vírus. É uma situação em que morreram muitas pessoas, foi praticado o isolamento social, lockdown em algumas cidades, enfim, alterou completamente o cotidiano das pessoas. O livro tenta flagrar, trazer à tona exatamente esse impacto na vida das pessoas, a partir dos seus cotidianos, a partir desse impacto das vivências, das experiências, das emoções, dos sentimentos que as pessoas tiveram ao lidar com a pandemia”, relata Cauê.


Atualmente, como secretário da Comunicação de Aracaju, Carlos Cauê contou, ainda, com sua experiência à frente da pasta para alargar e aprofundar seu olhar diante da crise sanitária.


“O trabalho de comunicação institucional nos forçou objetivamente a fazer registros, diariamente. A construção de hospitais, a questão das UTIs, os medicamentos, as imposições de regramentos na cidade para poder conter a proliferação do vírus, ou seja, vimos de perto tudo isso e, claro, todo mundo é humano, todo mundo sente. Impactou a todos nós, pessoalmente, existencialmente, socialmente. É a partir daí que surge Sinfonia da Desesperança”, afirma o autor.


Ao resumir a produção de sua mais nova obra, Cauê destacou, ainda que, em sua trajetória pessoal, o livro representa “um aspecto de catarse porque a gente não pode passar incólume, vendo no nosso país, por exemplo, morrer 600 mil pessoas, no mundo, milhões de pessoas. Um número enorme de pessoas foram dizimadas, outras tantas ficaram com sequelas, então, acho que todo ser humano, de uma forma ou de outra, sente isso”, completa.


Prestígio
Amigo de longa data, o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, acompanhou o lançamento do livro de Cauê e falou sobre a amizade de 40 anos. “Com este livro, ele conseguiu captar o sentimento da sociedade, que viveu dois anos tão terríveis, em uma obra que, com toda certeza, nos leva à reflexão, não nos permitindo esquecer o aconteceu, mas, ao mesmo tempo, elevando nossos espíritos para o futuro. Cauê é um grande amigo que conheço desde 1981, quando começamos juntos o PCdoB, o movimento estudantil. Ele me sucedeu no DCE e temos uma amizade nestes anos todos, são 40 anos. Além de uma grande amizade, um carinho pessoal, Cauê sempre foi um parceiro de lutas políticas, de trabalhos que fizemos para melhorar a vida das pessoas. Além disso, Cauê sempre foi um intelectual, um dos grandes poetas, cronistas, dessas inteligências raras que temos em nossa cidade, nosso estado e no país", ressalta Edvaldo.


Responsável pelo prefácio do livro, o jornalista e atual presidente da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), Luciano Correia, destacou a oportunidade de enxergar a pandemia através do olhar de Carlos Cauê.


“Traz um olhar com a riqueza do currículo de Cauê. Ver o olhar de Cauê sobre esse momento que atravessamos é uma oportunidade rara, por isso a grandeza desse livro. É uma obra que dialoga com várias situações diferentes, se coloca em personagens distintos que sofreram os efeitos da pandemia de formas variadas de sentir. Cauê traz esse talento de multiartista que é para um livro, pequeno, em formato de bolso, porém, muito rico”, salienta Correia.


Atual secretário municipal da Fazenda, Jeferson Passos enfatizou a habilidade do autor com as letras. “Ele escreve não só histórias como as desse livro, mas poemas e peças de teatro. Com Sinfonia da Desesperança, ele nos brinda com o seu sentimento, sua reflexão, num período tão difícil. São dois anos que a humanidade precisou se reinventar para sobreviver. Acho que essa contribuição, no momento em que estamos saindo da pandemia, vai nos ajudar a enfrentar esse período com mais leveza e tranquilidade”, acrescenta Jeferson.


A diretora comercial da TV Sergipe, Suelene Sá, ressalta a mensagem passada por Carlos Cauê. “Traz uma mensagem positiva e de muita reflexão para esse ciclo que estamos fechando, depois de dois anos de muito sofrimento por causa da pandemia. É um acalento. Cauê é uma pessoa muito querida pela sociedade sergipana, um poeta, conhecido pelos mais próximos e que traz essa obra que contribui para deixar marcado esse aprendizado que tivemos, durante esse período”, frisa.


O jornalista Jozailto Lima prefaciou um dos livros de Cauê e salienta a trajetória do autor.  “Sinfonia da Desesperança é um grande contributo à humanidade. Cauê é mais conhecido por ser um grande marqueteiro, porém é um grande autor, poeta que, agora, nos presenteia com essa obra de olhar profundo para as vivências humanas ao longo desse período turbulento de pandemia”, completa Jozailto.


O vereador Vinícius Porto parabenizou Carlos Cauê pela iniciativa e contribuição à literatura.  “Cauê é uma das pedras preciosas do nosso estado. Mesmo não sendo filho de Sergipe, ele representa a nossa terra de maneira brilhante. Com esse livro, ele trabalhou perfeitamente com as palavras para retratar esse momento doloroso da pandemia e nos engrandece a alma por meio das suas reflexões”, acrescenta o vereador.


O autor
Carlos Cauê é publicitário e jornalista. Nasceu em Maceió/AL, mas reside em Aracaju desde o início dos anos 1980, quando ingressou na Universidade Federal de Sergipe. Cauê especializou-se em Marketing Político, comandando diversas campanhas eleitorais em Sergipe.


Foi presidente da Fundação Cultural de Aracaju e secretário de Cultura de São Cristóvão. Foi secretário da Comunicação do Governo de Sergipe e da Prefeitura de Aracaju. Escritor, publicou o livro de contos "Contos de Vida e Morte", em 1999, e o livro de poesias "Amorável", em 2014. Também é autor da peça "Viva - A Vida em um Ato", encenada em 2004.

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