Mostra Arcazul de Cinema de Arquivo acontece em Aracaju com programação gratuita e foco na preservação audiovisual
Aracaju recebe, entre os dias 28 e 30 de janeiro, a Mostra Arcazul de Cinema de Arquivo, a primeira mostra nordestina dedicada integralmente ao cinema de arquivo. O evento será realizado no Cultart – Centro de Cultura e Arte da Universidade Federal de Sergipe (UFS), reunindo exibições cinematográficas, mesas de debate e atividades formativas que colocam em evidência a preservação de patrimônio audiovisual como um direito cultural e um ato de resistência.
Com entrada totalmente gratuita, a mostra propõe um espaço de encontro entre realizadores, pesquisadores, e o público, promovendo reflexões sobre conservação, difusão e os desafios enfrentados pelo patrimônio audiovisual, especialmente fora dos grandes centros e das estruturas institucionais tradicionais. A Mostra Arcazul é realizada pelo Coletivo Arcazul, fundado em 2025, que atua na preservação do patrimônio audiovisual sergipano por meio de ações de prospecção, catalogação, digitalização e difusão de acervos.
O coletivo é formado por Lu Silva, Nah Donato e Moema Pascoini, profissionais com trajetória acadêmica e prática no campo do audiovisual e da preservação cultural. “Mais do que exibir filmes, a mostra busca descentralizar o debate sobre preservação audiovisual, fortalecendo iniciativas independentes e chamando atenção para a situação de risco enfrentada por muitas obras, especialmente no Nordeste”, afirmou Moema Pascoini.
Programação
A abertura acontece no dia 28 de janeiro, às 19h, seguida de uma mostra cinematográfica que reúne obras de diferentes épocas e formatos, como os filmes O Beijo (1980), de Ilma Fontes e Yoya Wursch, e Arquivo Aberto (2025), de Ana Carvalho e Vincent Carelli. A noite conta também com a Sessão Oficina de Tomada Única em Super-8, que traz o resultado da oficina de super-8 realizada como atividade da Mostra Arcazul no mês de novembro.
No dia 29, a programação começa à tarde, das 15h às 17h, com a mesa de debate “Reflexões sobre o trabalho da difusão dentro da preservação audiovisual”, com a participação de Izabel Melo (UNEB) e Laura Bezerra (UFRB). À noite, o público confere a Sessão Kátia Mesel, com exibição de três dos seus curtas-metragens realizados na década de 1970 em Super-8 e bate-papo com a cineasta, seguida da Sessão Torquato Neto, composta pelos filmes “Terror da Vermelha” e “Helô e Dirce”, apresentada por Moema Pascoini, com apoio do projeto Cinelimite.
Encerrando a mostra, no dia 30 de janeiro, ocorre a mesa “A preservação audiovisual em contextos não institucionais”, das 15h às 17h, com Vincent Carelli (Vídeo nas Aldeias) e Vinicius Andrade (Acervo do Vídeo Popular de PE). Às 19h, a última sessão cinematográfica traz os filmes Yaõkwa – Imagem e Memória (2020) e o longa-metragem Brasiliana: o Musical Negro que Apresentou o Brasil ao Mundo (2024), de Joel Zito Araújo.
Vale destacar que, durante os três dias de Mostra, a exposição fotográfica “Visibilidade Feminina no Audiovisual Sergipano”, da fotógrafa e realizadora audiovisual sergipana Pritty Reis, estará disponível para visitação, trazendo a força, a diversidade e o impacto das mulheres que fazem o audiovisual sergipano através das imagens.
Serviço
- Evento: Mostra Arcazul de Cinema de Arquivo
- Data: 28 a 30 de janeiro
- Local: Cultart – Centro de Cultura e Arte da UFS - Av. Ivo do Prado, 612 – São José, Aracaju/SE
- Entrada: Gratuita
O projeto Mostra Arcazul de Cinema de Arquivo é financiado com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (FUNCAP)