Fapese consolida modernização institucional e amplia atuação estratégica em Sergipe
A Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de Sergipe (Fapese) chega ao primeiro ano da gestão da professora Maíra Bittencourt com uma instituição mais moderna, integrada e preparada para ampliar seu papel no desenvolvimento de Sergipe. Nos últimos 12 meses, a Fundação avançou na reorganização de sua estrutura, fortaleceu a gestão de projetos e ampliou a articulação com universidades, poder público, empresas e diferentes setores da sociedade.
As mudanças fazem parte de um processo de transformação institucional que busca aproximar ainda mais o conhecimento produzido nas universidades das demandas concretas do estado. Mais do que administrar recursos e dar suporte à execução de projetos, a Fapese passou a fortalecer sua atuação como articuladora de parcerias, oportunidades e soluções capazes de gerar impacto econômico, científico, tecnológico, social e cultural.
Esse movimento envolveu diferentes frentes da instituição. A gestão financeira e administrativa foi modernizada, mecanismos de governança e compliance foram fortalecidos, processos internos passaram por revisão e novas estratégias de prospecção e desenvolvimento de projetos começaram a ser estruturadas.
Ao mesmo tempo, a Fundação ampliou sua presença institucional e sua capacidade de diálogo com novos parceiros, consolidando uma atuação que conecta a Universidade Federal de Sergipe (UFS), pesquisadores, gestores públicos, iniciativa privada e sociedade na construção de projetos voltados ao desenvolvimento de Sergipe.
“Há um ano, iniciamos um novo ciclo na Fapese. Foi um período de trabalho coletivo, de transformações e de muitos aprendizados. Encontramos grandes desafios, entre eles dívidas, um patrimônio líquido negativo de quase R$ 1,5 milhão, processos realizados em papel, sistemas defasados e uma estrutura que precisava ser reorganizada. Enfrentamos cada um desses desafios com planejamento, diálogo, coragem e muito trabalho”, afirma Maíra Bittencourt.
Entre os resultados apontados pela presidente está a recuperação da situação financeira da Fundação. Segundo ela, a instituição encerrou o período sem dívidas e passou de um resultado negativo para um resultado positivo, criando condições para novos investimentos e para a implementação de projetos estruturantes. Um dos principais exemplos é o Plano de Cargos e Salários, construído ao longo do primeiro ano de gestão. A iniciativa estabeleceu novos parâmetros para funções e remunerações e, para a presidente, representa também uma política de valorização dos profissionais que integram a instituição.
“Mais do que organizar funções e remunerações, o Plano de Cargos e Salários representa reconhecimento, perspectiva de crescimento e valorização de quem faz a Fundação acontecer todos os dias. É o compromisso de cuidar de quem trabalha”, destaca a presidente.
Governança e transparência
A modernização administrativa foi acompanhada por uma revisão da estrutura de governança da Fapese. O novo Estatuto da instituição reorganizou os Conselhos, aperfeiçoou mecanismos relacionados à prestação de contas e estabeleceu a Diretoria Executiva como parte da nova estrutura de gestão. Paralelamente, a Fundação criou novos instrumentos de controle e integridade, entre eles o Comitê de Integridade, a Ouvidoria e o Comitê Científico. Também foram implantados o Código de Conduta Ética, um regulamento de bolsas, o regulamento de diárias e seis políticas de compliance.
A implantação do sistema Conveniar também passou a integrar esse processo de transformação, com o objetivo de dar mais agilidade, segurança e rastreabilidade à gestão dos projetos. Para o diretor administrativo, Fernando Maranhão, a reorganização criou condições para que a Fundação responda de maneira mais eficiente às exigências legais, administrativas e dos parceiros.
“A engrenagem administrativa foi completamente atualizada para responder às exigências mais severas do mercado e dos órgãos de fiscalização. A implantação das normas de compliance e a modernização dos procedimentos internos ampliam a segurança jurídica para nossos parceiros públicos e privados. Essa solidez institucional é fundamental para que a Fundação possa administrar projetos de maior complexidade com eficiência, responsabilidade e transparência”, pontuou o diretor.
Maranhão também destaca a reorganização da equipe e a adoção de novas ferramentas de gestão. Segundo ele, foram implantados sistemas para controle de ponto, gestão de convênios e projetos, pagamentos e contabilidade. Entre os próximos passos está a implantação do Conecta, voltado à modernização da comunicação e do atendimento. Para o futuro, a prioridade é consolidar as mudanças já iniciadas e avançar no planejamento estratégico e financeiro. Um dos grandes desafios que temos pela frente é a construção de uma nova sede para a FAPESE”, acrescenta.
Mais de 130 projetos e R$ 335 milhões sob gestão
A nova estrutura acompanha uma expansão da capacidade operacional da Fundação. Atualmente, a Fapese administra uma carteira de mais de 130 projetos, que representa mais de R$ 335 milhões em recursos gerenciados. Os projetos estão distribuídos por áreas como ensino, pesquisa, extensão, inovação, cultura e desenvolvimento social, envolvendo diferentes instituições e parceiros.
A atuação junto ao poder público também foi ampliada. A Fundação estabeleceu parcerias com prefeituras para a elaboração de planos diretores, planos de saneamento e cursos de formação em diferentes áreas. A instituição também retomou a realização de concursos e ampliou a prestação de serviços especializados. A estratégia de expansão também passa pela aproximação com o setor produtivo. Ao longo do período, a Fapese retomou o diálogo com empresas privadas e ampliou sua participação em iniciativas consideradas estratégicas para Sergipe, incluindo ações relacionadas ao setor de petróleo e gás.
A Fundação também passou a atuar na aproximação entre grandes projetos e fornecedores sergipanos, buscando ampliar a participação de empresas locais nas cadeias de fornecimento. O diretor de Projetos, Pábulo Henrique, explica que a mudança começou com um diagnóstico dos principais gargalos da área e uma revisão dos fluxos internos.
“O primeiro ano da nova gestão foi marcado por uma transformação na forma de atuação da Fundação. A Diretoria de Projetos passou por um diagnóstico dos principais gargalos e pela revisão de fluxos e processos, com o objetivo de garantir mais agilidade, planejamento, diálogo e segurança na gestão dos projetos”, ressalta.
Uma das novidades foi a criação da Gerência de Negócios e Parcerias, responsável por ampliar a prospecção de oportunidades e a articulação com prefeituras, Governo do Estado, órgãos federais, empresas e outras instituições. “A proposta é tornar a Fundação mais ativa na identificação de demandas, na construção de projetos e na busca por parceiros e financiadores, aproximando as necessidades da sociedade do conhecimento produzido pela Universidade. Essa iniciativa fortalece o papel estratégico da Fapese como ponte entre pesquisadores e instituições que buscam soluções para problemas concretos”, explica Pábulo.
As rodadas de negócios voltadas à identificação e integração de fornecedores locais fazem parte dessa estratégia. A iniciativa busca administrar recursos e estimular que parte das oportunidades geradas pelos grandes projetos alcance empresas e profissionais de Sergipe.
Cultura, comunicação e aproximação com a sociedade
A expansão da atuação da Fundação também alcançou a área cultural. A Fapese promoveu treinamentos para produtores culturais sobre a Lei Rouanet e outros editais de fomento nacionais e internacionais, buscando ampliar o acesso a mecanismos de financiamento e incentivar a profissionalização do setor.
Outra frente de transformação foi a comunicação institucional. A Fundação atualizou sua identidade visual, reformulou a marca, o site e os canais de comunicação, com o objetivo de tornar a instituição mais próxima dos seus diferentes públicos. A mudança acompanha uma nova estratégia de comunicação, voltada à divulgação das atividades da Fundação, à apresentação dos resultados e aos impactos produzidos pelos projetos administrados.
A Fundação também ampliou o diálogo com coordenadores, pesquisadores, instituições parceiras e a sociedade, além de estreitar relações com outras fundações de apoio do país para compartilhar experiências e conhecer modelos de gestão.
Ao olhar para o próximo ciclo, a presidente afirma que o objetivo é consolidar as transformações realizadas e ampliar a capacidade da FAPESE de atuar em projetos estratégicos. “Este primeiro ano não representa apenas aquilo que já realizamos. Ele representa, sobretudo, as bases que construímos para o futuro. Estamos trabalhando para consolidar uma Fundação mais humana, moderna, sólida, transparente e preparada para transformar conhecimento em desenvolvimento”.
A perspectiva, segundo Maíra, é que a modernização institucional seja acompanhada pela expansão da atuação da Fundação e pela ampliação dos resultados gerados pelos projetos que administra. “Quando valorizamos as pessoas, fortalecemos a instituição. E, quando trabalhamos juntos, podemos ir muito mais longe. É esse o sentido de uma Fundação feita por muitas mãos: reconhecer que cada pessoa, cada projeto, cada parceria e cada contribuição é parte de uma construção coletiva”, finaliza a presidente.