Aracaju (SE), 26 de julho de 2021
POR: SES/SE
Fonte: SES/SE
Em: 19/06/2021 às 09h01
Pub.: 23 de junho de 2021

Nutricionista da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes orienta sobre cuidados para a Anemia Falciforme


Nutricionista da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes orienta sobre cuidados para a Anemia Falciforme (Imagem: SES/SE)

Nutricionista da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes orienta sobre cuidados para a Anemia Falciforme (Imagem: SES/SE)


O Dia Mundial de Conscientização da Doença Falciforme, 19 de Junho,  tem  como objetivo dar visibilidade e reduzir as taxas de morbidade e mortalidade pela doença. Nesse sentido, a nutricionista da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, Fabiana Barreto de Jesus Alves, explicou  como identificar a anemia, a causa e os tipos de alimentos que podem ser ingeridos por quem tem a Anemia Falciforme


Fabiana explica que a doença pode ser diagnosticada através do teste do pezinho, que é feito nas primeiras semanas de vida do bebê. “Para os casos de suspeita em crianças acima de quatro meses e/ou adultos, o diagnóstico pode ser feito através do teste de afoiçamento e da mancha e do eletroforese de hemoglobina”, explicou a nutricionista.


Ela observou que os principais sintomas sentidos pelo paciente com anemia falciforme são: infecção de repetição, úlceras e feridas, palidez, icterícia, crises de dor em qualquer parte do corpo e alteração no funcionamento dos rins, pulmão ,coração, além do aparecimento de pedras nas vesículas.


Ela esclareceu que a Anemia  Falciforme é causada por um defeito genético que resulta em síntese defeituosa de hemoglobina e hemácias em forma de foice, havendo privação de oxigênio;


Ela informou que existe diferença entre Anemia Falciforme e a Ferropriva. “A Anemia Ferropriva acontece quando há uma concentração reduzida de hemoglobina no sangue e diminuição no conteúdo de ferro total do organismo. Pode ser causada por uma ingestão insuficiente de ferro ou pela necessidade aumentada do paciente”, ressaltou.


Já sobre a Anemia Falciforme, é uma doença hereditária causada por uma mutação na hemoglobina e hemácias em formato de foice. “Essas alterações nos glóbulos vermelhos causam acúmulo das hemácias nos vasos sanguíneos e obstruem a circulação do sangue, causando assim a doença”, esclareceu.


Fabiana informou ainda, que os tipos de alimento que a pessoa deve ingerir  são folhosos verdes escuros, como couve, brócolis, espinafre e rúcula, pois são ricos em ácido fólico e esse mineral é importante para a produção das células do sangue. Também o feijão, grão de bico, ervilha, frango e peixe, pois são boas fontes de proteína para esses pacientes. Entra a cenoura, a batata doce, como são fontes de vitamina A por protegerem esses pacientes contra infecções.


Ela citou ainda o suco de laranja, goiaba, acerola e caju, pois são fonte de vitamina C, mas devem ser consumidos longe do almoço e do jantar desses pacientes. A nutricionista lembrou que a ingestão de água é importante,  a  hidratação adequada desses pacientes é fundamental para o tratamento dessa anemia. “O ideal é que sejam consumidos de dois a três litros de água por dia. A hidratação adequada ajuda a minimizar ou mesmo evitar as crises de dor, porque uma maior ingestão de água torna o sangue menos viscoso e melhora a circulação nos vasos. Caso realize atividade física ou apresente febre ou calor excessivo é necessário aumentar essa quantidade para 3 a 5 litros de água por dia”, orientou. Deve ser evitado o uso de bebidas alcoólicas, carne vermelha, fígado e alimentos gordurosos.

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