Aracaju (SE), 18 de junho de 2021
POR: Marcio Rocha
Fonte: Marcio Rocha
Em: 18/12/2020 às 09h59
Pub.: 21 de dezembro de 2020

Só vamos superar a crise se cada um fizer sua parte :: Por Marcio Rocha


Marcio Rocha (Foto: Arquivo Pessoal)

Marcio Rocha (Foto: Arquivo Pessoal)

Ainda não é momento de se comemorar. Infelizmente, a pandemia do coronavírus levou a vida de 2.387 sergipanos até a sexta-feira (18), trazendo tristeza, abatimento, sofrimento e desalento para milhares de famílias. São perdas que jamais serão reparadas, porque foram vidas que se esvaíram nesse verdadeiro cenário de terror que vemos nos hospitais, nas casas e no íntimo das pessoas. Além disso, também sofremos com uma grave crise que abateu nosso mercado, principalmente as atividades comerciais e de serviços, que trouxe junto um número expressivo de desempregados, devido a quatro meses que as lojas estiveram fechadas. 


Mas essas perdas têm sido recuperadas com muito esforço da classe empresarial e dos trabalhadores, que juntos estão trabalhando seguindo as regras impostas para o controle da pandemia, combatendo a disseminação da doença e promovendo a recuperação das perdas das vendas do varejo e dos empregos que também foram perdidos no período. Estivemos com mais de 15 mil desempregados. Contudo, atualmente, os dados do CAGED apontam que metade desses empregos já foram recuperados. A tendência é de manutenção de elevação neste final de ano. 


Esse é um dos resultados da retomada da confiança dos empresários no cenário econômico atual. Mesmo diante de instabilidades, por conta de um novo avanço da transmissão da COVID-19, a economia se comporta de modo mais promissor para os próximos meses. É importante salientar que durante os meses em comércio voltou a abrir as portas, a taxa de contágio esteve baixa e a pandemia sob controle no estado, mostrando que as atividades comerciais não tinham correlação com a doença. As lojas voltaram a atuar, voltaram a vender e voltaram a acelerar nossa economia que esteve parada após um grave tombo. Agosto, setembro e outubro apresentaram grandes elevações nas vendas, no que diz respeito à variação comparativa anual. Novembro e dezembro deverão manter essa trajetória de recuperação forte.


O momento atual inspira novos cuidados para que a doença não volte a avançar severamente como está acontecendo em outros estados do Brasil. Estamos com crescimento do contágio há um mês e estabilidade no número de mortes há dois meses. Estamos em um processo de recuperação dos postos de trabalho, porque os consumidores voltaram com força às lojas e esse ciclo virtuoso não pode ser momentâneo. 


Para isso, é necessário que as pessoas voltem a se proteger e proteger aos outros. Pois é injusto que pessoas inocentes, trabalhadores inocentes e empregadores voltem a sofrer por atos inconsequentes de pessoas que não possuem noção do que é certo e ignoram o problema sério que está atrás das portas de quase 2.500 famílias, por terem perdido seus entes queridos. Não adianta acreditar que é invulnerável, fazer de conta que nada está acontecendo, aglomerar em festas, não usar a máscara nesse momento em que ela é necessária, nem dizer que só quem pega a doença é velho. O vírus está por todos os lugares e ele pode atingir a todos, suas famílias, empresas e empregos.

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