Construção civil acelera em Sergipe em 2025 com emprego e renda :: Por Marcio Rocha
Marcio Rocha*
O comportamento do setor da construção civil em Sergipe ao longo de 2025 revela um cenário claramente favorável, dinâmico e animador, consolidando-se como um dos principais vetores de crescimento econômico do estado. Os dados de emprego formal entre janeiro e novembro demonstram não apenas expansão da atividade, mas também uma transformação importante no mercado de trabalho do setor, com efeitos diretos sobre renda, qualificação e valorização profissional.
No acumulado do período, a construção civil registrou 23.355 admissões contra 18.840 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 4.515 novos postos de trabalho. O estoque total de empregos alcançou 32.766 vínculos formais, representando um crescimento de 15,98%, ritmo expressivo e superior ao observado em diversos outros segmentos da economia. Esse desempenho confirma o aquecimento das obras públicas e privadas e reforça o papel estratégico da construção na sustentação do emprego e da renda em Sergipe.
O grande destaque do ano foi a construção de edifícios, responsável por praticamente todo o avanço do setor. Com saldo positivo de 4.158 empregos, o segmento cresceu 23,18%, refletindo a retomada e ampliação de empreendimentos residenciais e comerciais, além do fortalecimento do mercado imobiliário. Esse movimento indica confiança dos investidores, maior circulação de crédito e demanda consistente por novos projetos urbanos.
As obras de infraestrutura também apresentaram desempenho positivo, ainda que mais moderado, com saldo de 337 empregos e crescimento de 8,65%. Trata-se de um segmento essencial para a economia, pois garante continuidade de investimentos públicos, melhora a logística urbana e cria uma base estrutural que sustenta o crescimento de longo prazo. Já os serviços especializados para a construção mantiveram estabilidade, com saldo praticamente neutro, sinalizando um setor mais maduro, porém pressionado por gargalos de qualificação técnica.
Nesse contexto de forte expansão, um fator estrutural passou a ganhar protagonismo em 2025: a dificuldade de encontrar mão de obra qualificada. A elevada demanda por profissionais; especialmente pedreiros, mestres de obras, eletricistas, encanadores, carpinteiros e técnicos especializados; tem superado a oferta disponível no mercado. Esse desequilíbrio vem produzindo um efeito direto e positivo: a valorização salarial dos trabalhadores da construção civil.
Com a escassez de profissionais qualificados, empresas passaram a disputar talentos, oferecendo salários mais atrativos, melhores condições de trabalho e maior estabilidade, o que contribui para elevar a renda média do setor e reduzir a informalidade. Ao mesmo tempo, esse cenário reforça a importância de investimentos contínuos em qualificação profissional, formação técnica e capacitação, fundamentais para sustentar o crescimento observado e evitar entraves futuros à expansão do setor.
O ano de 2025 consolida a construção civil como um dos setores mais vibrantes da economia sergipana. O crescimento do emprego, a força da construção de edifícios, a manutenção das obras de infraestrutura e a valorização salarial decorrente da escassez de mão de obra qualificada formam um conjunto de sinais positivos. Trata-se de um ciclo virtuoso, que combina atividade econômica, geração de renda e oportunidades, apontando para um setor mais robusto, profissionalizado e estratégico para o desenvolvimento de Sergipe.