Aracaju (SE), 24 de setembro de 2020
POR: Dra. Jussara França Resende
Fonte: Dra. Jussara França Resende
Em: 31/07/2020 às 00h00
Pub.: 03 de agosto de 2020

Tratamento precoce para o covid-19, escreve a médica Jussara França Resende


Dra. Jussara França Resende (Foto: Arquivo Pessoal)

Dra. Jussara França Resende (Foto: Arquivo Pessoal)

*Dra. Jussara França Resende


Um inimigo invisível, sorrateiro, que mudou o mundo da forma como conhecíamos.


Já passamos da metade do ano de 2020 e ainda estamos vivendo um tipo de guerra completamente diferente daquela que conhecemos. A pandemia do sars-cov-2 (covid-19) declarada pela OMS na data de 11 de março ainda promove mortes em todo mundo e já perdemos mais de 80 mil brasileiros.


Uma virose causada pelo vírus sars-cov-2, que tem uma afinidade muito grande pelo sistema respiratório, mas que causa graves transtornos em vários órgãos, quando chega ao seu estágio mais grave.


É uma doença onde a transmissão principal se dá através das gotículas produzidas pelas vias respiratórias. Se estivermos infectados e respirarmos, falarmos, tossirmos, espirrarmos, dentre várias outras formas onde as gotículas possam ser depositadas, em objetos, próximos de outras pessoas, podemos infectá-las.


Se nos infectarmos, temos um tempo de 14 dias onde estaremos assintomáticos, e dentro deste período, os sintomas podem surgir em uma média de 5 a 6 dias. Ai deixaremos de ser assintomáticos e passaremos a ser sintomáticos. Quando entramos na fase 1 – fase que vai do 1º ao 4º dia dos sintomas. O ciclo do vírus é formado por 3 fases, onde a fase 1 é a dos sintomas mais leves, onde todos chamam de “gripizinha”. Essa é a fase crucial para tratarmos o mais precocemente possível.


Infelizmente o nosso país não se mobilizou de forma padrão para uma testagem em grande escala de toda a população onde, desta forma, poderíamos saber quem estaria doente e quem não estaria. Poderíamos já ter iniciado o tratamento dos positivos o mais rápido possível, evitando assim as internações em massa, o desespero da população e, quem sabe, até não ter desestabilizado tanto a nossa economia.


Hoje o foco principal é o tratamento precoce. Os sinais clínicos são soberanos. Não podemos mais ficar de braços cruzados esperando o resultado de um exame colhido entre o 3º ao 5º dia de uma doença instantânea, uma doença agressiva, que evolui subitamente, causando danos catastróficos ao corpo humano, e evoluindo, em vários casos, à morte.


Ainda não existe tratamento, não existe vacina, não existe cura. Existe a boa vontade de alguns poucos médicos que querem fazer a verdadeira medicina, de ir até o povo e tratá-lo.


E o tratamento precoce, profilático, seja lá qual a nomenclatura que queiram dar, é a única salvação que a população do Brasil, assim como a população mundial tem nas mãos.


Se nossos gestores não possuem um plano de ação efetivo e eficaz, porque no meu entender saúde e política, nessa guerra que enfrentamos não estão combinando desde o início, então sou da opinião que deixem os médicos e os cientistas tomarem as rédeas e liderarem essa ação na área da saúde pública. Precisamos de gestores que saibam a importância de uma ação técnica e científica eficaz no combate à covid19 e não de políticos que tragam desinformação à população.


Proponho a todos os colegas médicos do Brasil e do mundo unirmos nossas forças e começarmos a tratar nossos conterrâneos, nossos pacientes, e deixo livre o meu protocolo de profilaxia/tratamento, onde estou fazendo meu trabalho científico observacional, cuidando das pessoas em suas casas, sem a necessidade de internação, deixando os hospitais para os casos extremamente graves.


*Médica Anestesiologista CRMSP 87781, Pós Graduação em Medicina Aeroespacial, MBA Executivo em Saúde, Bacharel em Direito.

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