O que é Linfoma de Hodgkin, que levou Isabel Veloso à morte?
Doença é um dos tipos de câncer com maiores taxas de cura na oncologia
A história da influenciadora Isabel Veloso, que morreu aos 19 anos no último sábado (10), após ser diagnosticada com um câncer chamado Linfoma de Hodgkin, comoveu pessoas de todo o Brasil. A doença é um tipo de câncer agressivo que surge no sistema linfático e requer atenção aos sintomas, pois se diagnosticado cedo tem altas chances de cura. Por esse motivo, o quadro Dicas de Saúde & Beleza traz, nesta terça-feira (13), informações essenciais para você estar atento aos sinais da doença!
Em linhas gerais, o Linfoma de Hodgkin é um câncer que começa nos linfócitos, que são células do nosso sistema imunológico, responsáveis por nos defender de vírus, bactérias e outras doenças.
Essas células circulam principalmente pelo sistema linfático, que inclui os gânglios, o baço e outros órgãos. Quando elas sofrem uma alteração e passam a se multiplicar de forma descontrolada, surge o linfoma.
Entre os principais sintomas estão o aumento dos gânglios, que são aquelas ínguas indolores que aparecem no pescoço, axilas e virilhas. Pode também haver cansaço excessivo, febre sem causa aparente, coceira no corpo, sensação de fraqueza, suor intenso durante a madrugada e perda de peso sem explicações.
É importante ressaltar que o fato de ter aparecido uma íngua no corpo não necessariamente caracteriza a doença. É importante investigar! O diagnóstico é feito por meio de exames de imagem ou biópsia do gânglio.
Uma das principais diferenças do Linfoma de Hodgkin em relação a outros linfomas é a presença das células de Reed-Sternberg nos exames microscópios. É dessa forma que os médicos conseguem identificar que não é algum outro tipo de câncer no sistema linfático, o que ajuda na definição do tratamento.
O Linfoma de Hodgkin pode surgir em pessoas de todas as idades, mas costuma ser mais comum em adultos entre os 20 e 35 anos, e pessoas acimas dos 60 anos.
Caso haja o diagnóstico, é importante ter em mente que o Linfoma de Hodgkin é um dos tipos de câncer com maiores taxas de cura! O tratamento envolve quimioterapia, radioterapia e outros métodos, como transplante de medula óssea, a depender do estágio da doença.
E aqui vai uma curiosidade: até as décadas de 60 e 70, essa era uma doença tida como incurável. Entretanto, o desenvolvimento da poliquimioterapia combinada a diferentes medicamentos quimioterápicos mudou por completo os resultados e ampliou a margem de cura.
Infelizmente, para a jovem Isabela o Linfoma de Hodgkin foi fatal. Ela deixou o esposo, Lucas Borbas, e um bebê de 1 ano chamado Arthur. Mas nem todas as pessoas diagnosticadas com a doença precisam ter o mesmo desfecho. Por isso, fica o alerta do Pleno.News e da Rádio 93 FM: ao perceber algo diferente no seu corpo procure um médico. Informação e diagnóstico precoce podem salvar vidas!