Aracaju (SE), 25 de janeiro de 2026
POR: SES/SE
Fonte: SES/SE
Em: 15/01/2020 às 12:10
Pub.: 16 de janeiro de 2020

SES alerta para o aumento do número de gestantes com HIV

SES alerta para o aumento do número de gestantes com HIV (Foto: SES/SE)

SES alerta para o aumento do número de gestantes com HIV (Foto: SES/SE)

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), através da Gerência do Programa IST/AIDS, alerta a população para um problema grave, o aumento de mulheres grávidas com HIV. Segundo dados do boletim epidemiológico de HIV/AIDS divulgado pelo Ministério da Saúde (MS), em 2010 havia 58 gestantes soropositivas em Sergipe. Porém, os números de 2019 apontaram 112 casos registrados.

De acordo com o médico sanitarista e gerente do Programa IST/AIDS, Dr. Almir Santana, Sergipe registra, em média, 75 casos por ano de gestantes com HIV. Em 2010, foram 58; em 2011, 53; em 2012, 53; 2013 registrou 70; em 2014, 63; em 2015 foram 78 casos; em 2016, 89; em 2017, 85 e 2018 e 2019 registraram, respectivamente, 83 e 112 mulheres grávidas diagnosticadas com o vírus, totalizando 744 gestantes com HIV, em 10 anos.

“O primeiro alerta é que é preciso melhorar o pré-natal e melhorar sob vários aspectos como, por exemplo, as gestantes precisam ser captadas pelos municípios através da busca ativa de suas equipes de Saúde na Família, para verificar aquelas que estão sem o pré-natal. Isso é extremamente importante, buscar as gestantes para que comecem o acompanhamento o mais cedo possível, no momento oportuno para a realização dos testes de HIV, Sífilis, Hepatite. São, no mínimo, três testes durante a gravidez”, disse Dr. Almir.

As mulheres detectadas como HIV positivo, conforme explica o médico, deverão ter um pré-natal diferenciado porque, além dos exames de rotina, farão o uso de medicamentos antirretrovirais, que têm como finalidade diminuir a carga viral. Se a quantidade de vírus presente no organismo cair muito, o parto poderá ser normal e a criança nascer saudável, no entanto, se a carga viral não cair de forma significativa, o parto indicado será a cesariana, por ser considerado de menor risco de transmissão para o bebê.

“As gestantes com HIV precisam tomar algumas medidas, inclusive no pós-parto. A mãe não pode amamentar, ela está terminantemente proibida de amamentar, e o bebê também precisará tomar a medicação antirretroviral, por um período. Outro ponto importante que recomendamos, é o uso da camisinha durante a gravidez porque também protege o bebê. A mãe está com HIV, mas pode contrair Sífilis, Hepatite e ainda aumentar a carga viral, caso o parceiro seja HIV e não estiver em tratamento. Aumentando a carga viral dela, consequentemente, aumenta o risco de infectar o bebê e, além disso, com o aumento da carga viral, a mulher que apenas possui o vírus, poderá desenvolver a doença, a AIDS”, conclui.


Notícias Indicadas

Falta de lei não impede redução de jornada de servidor com filha autista

The Beatles Reimagined retorna aos palcos com espetáculo imersivo no Teatro Tobias Barreto

"Aracaju Tropical Run 2026” agita capital em corrida na praia

Benito Di Paula em Aracaju com a turnê "Do Jeito que a Vida Quer"

OAB/SE prorroga prazo de regularização para garantir descontos na anuidade 2026

Madereta de Lagarto apresenta programação da 12ª edição

Propriá realizará a maior Romaria e Festa de Bom Jesus dos Navegantes do estado

Boleto do IPTU pode ser impresso no Portal do Contribuinte

Conheça os melhores destinos em Sergipe - Pontos Turísticos

Prefeitura de Aracaju prorroga prazo da cota única do IPTU com desconto de 7,5% até 6 de fevereiro

Maior exposição de tubarões do Brasil chega a Aracaju

Entenda mudanças na aposentadoria em 2026

Fusqueata em comemoração ao Dia Nacional do Fusca acontece domingo (25) em Aracaju

Fazer comunicação em um mundo em mutação :: Por Shirley Vidal

Veja faixas e alíquotas das novas tabelas do Imposto de Renda 2026

WhatsApp

Entre e receba as notícias do dia

Matérias em destaque

Click Sergipe - O mundo num só Click

Apresentação