12 de março de 2016
POR: José Lima Santana - jlsantana@bol.com.br
Fonte: José Lima Santana

Uma mulher na Saúde ? :: Por José Lima Santana


José Lima Santana(*) - jlsantana@bol.com.br


Setores da imprensa dão conta de que o secretário da Saúde, Zezinho Sobral, pretende indicar ao governador Jackson Barreto uma mulher, profissional da área, para substituí-lo à frente da pasta, quando de sua desincompatibilização para se lançar como pré-candidato a prefeito de Aracaju, pelo PMDB. Há poucos dias, foi veiculado que os deputados peemedebistas visitaram o presidente da ADEMA, ex-senador Almeida Lima, e a visita em bloco foi então entendida como uma moção de apoio à suposta preferência do grupo de deputados, a fim de que o presidente da autarquia citada fosse removido para a Secretaria de Estado da Saúde, no lugar de Zezinho.
Ora, se o secretário Zezinho Sobral, preferido do governador como pré-candidato, conseguir a indicação de sua pretendente, das duas uma: ou ele teme não lograr êxito na pretensão de que a sua pré-candidatura vingue, em julho, e, assim, ele retornaria ao comando da SES, ou ele estará devidamente cacifado junto a JB, talvez com o apoio dos conselheiros do governador que preferem ver Almeida Lima longe de qualquer Secretaria. Das duas hipóteses, qual será a plausível? Zezinho também não quer Almeida Lima substituindo-o? Será? Vai-se saber!
Diga-se de passagem, a ida ou não de Almeida Lima para a SES já está virando uma novela. O governador Jackson Barreto jamais convidou ou insinuou o nome do primo para a Saúde. Ao menos, foi o que o próprio Almeida Lima afirmou em entrevista, algumas semanas atrás. De onde vem, então, essa conversa, essa novela? Bem, de novela eu não entendo. Não sou noveleiro. É bem verdade que eu assisti à novela “O Bem Amado”, nos idos de 1970, com Paulo Gracindo dando um show como o prefeito Odorico Paraguassú, além de outros membros formidáveis, atores e atrizes, no elenco. A novela foi uma farra. Aliás, essa lenga-lenga de Almeida Lima na Saúde daqui a pouco vai virar uma farra. A não ser que ele vá mesmo, ou que Zezinho barre-lhe o caminho, conseguindo emplacar a sua pretendente.
Em terras de muitos caciques (Serigy, Surubi, Aperipê, Siriri, Baepeba, Pindaíba, Muribeca, Pacatuba, Japaratuba...) índio raso tende a penar. Entretanto, Almeida Lima não deve ser visto como índio raso. Ele deve ter lá algumas penas no cocar.
Para finalizar: eu não escrevo este ligeiro texto por encomenda do ex-senador. Para conhecimento público, nós não nos falamos desde agosto de 2012. É que eu escrevi um texto, em 2014, sobre as eleições daquele ano, que se avizinhavam, e um jornalista comentou em sua coluna, provavelmente, a mando de um senador, que eu escrevi a pedido do ex-senador. Na época, eu rebati e disse o que agora reafirmo: há quase quatro anos, eu não troco meia dúzia de palavras com Almeida Lima. Estamos de férias. Porém, eu não posso deixar de escrever sobre o que penso.


 


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(*) Advogado. Mestre em Direito. Professor do Curso de Direito da UFS. Membro da Academia Sergipana de Letras e do IHGSE.


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