Aracaju (SE), 19 de junho de 2021
POR: Ascom Unimed
Fonte: Ascom Unimed
Em: 14/05/2021 às 12h17
Pub.: 14 de maio de 2021

Maio roxo: doenças inflamatórias intestinais podem afetar outras partes do corpo


Doenças com nomes de pronúncia complicada e de que pouca gente já ouviu falar. A campanha Maio Roxo reforça o debate sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), das quais se destacam como as principais a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa. Apesar de todo o mês de maio ser dedicado à conscientização sobre as DII, o dia 19 foi escolhido como o Dia Mundial de combate a essas doenças, momento em que se intensificam em todo o mundo as discussões sobre diagnósticos e a importância do tratamento.


Dra. Ana Carolina Ribeiro, coloproctologista cooperada Unimed Sergipe (Foto: Arquivo Pessoal)

Dra. Ana Carolina Ribeiro, coloproctologista cooperada Unimed Sergipe (Foto: Arquivo Pessoal)

Segundo a coloproctologista cooperada Unimed Sergipe, Dra. Ana Carolina Ribeiro, essas doenças, apesar de semelhantes, possuem algumas diferenças entre si. “A diferença basicamente é na sua extensão dentro da parede intestinal. A retocolite é predominantemente de mucosa intestinal, enquanto a doença de crohn acomete todas as camadas do intestino, chegando até a última camada, que é a serosa”, explica a médica.


Segundo Dra. Ana Carolina, apesar de serem doenças intestinais, é preciso ficar alerta para o acometimento de outras partes do corpo. “Basicamente, acometem o intestino, mas pode comprometer outros sítios. A doença de crohn pode acometer o intestino delgado, o ânus, o olho, a pele e as articulações, causando doenças reumatológicas”, pontua a coloproctologista.


As DII são doenças imunomediadas, que possuem caráter imunológico genético com um gatilho de fatores ambientais, como o estresse e a alimentação a base de condimentos e enlatados. Sintomas como diarreia persistente por mais de 30 dias, acompanhada de sangramento, muco ou pus nas fezes, perda de peso de causa inexplicada, dor e distensão abdominal crônica que já foi tentado um tratamento anterior sem sucesso e alteração no hábito intestinal são sinais de possível adoecimento intestinal.


O proctologista e o gastroenterologista são os profissionais capacitados a tratar dessas doenças e, na maioria das situações, o cuidado é baseado em medicações. O tratamento clínico é longo e, em alguns casos, com indicação de cirurgia.


 “O diagnóstico é realizado especialmente através da colonoscopia, que é a endoscopia do intestino grosso e durante este exame conseguimos examinar também a parte do íleo terminal no intestino delgado. Associado à colonoscopia, temos hoje o auxílio da   enterorressonância e a enterotomografia. Não existe exame de sangue que nos de esse diagnóstico preciso. Ele é baseado na suspeita clinica, associado ao exame endoscópio. Todo paciente precisa desse exame endoscópico com a biopsia da mucosa intestinal”, frisa Dra. Ana Carolina.


Mesmo durante a pandemia de covid-19, é preciso que os pacientes com DII não se descuidem do tratamento. “O maio roxo vem para nos conscientizar dessas doenças e fazer com que as pessoas não desistam de seus tratamentos por conta do medo de chegar ao seu médico, devido à pandemia. São doenças que a gente precisa monitorizar, se o paciente está estável, ele tem que ir pelo menos duas vezes ao ano ao seu médico. Neste segundo ano de pandemia, percebemos que muita gente deixou o acompanhamento de lado por conta do medo. Isso é um adendo importante que precisamos relembrar e encorajar as pessoas a voltar aos consultórios médicos”, destaca Dra. Ana Carolina.


“Foi provado que nos pacientes que fazem o uso de biológicos e de imunossupressores não houve acréscimo de incidência de Covid nessa população, pelo contrário, ela foi até protegida. Por isso temos, neste ano, temos mais tranquilidade em conduzir esses pacientes”, completa a coloproctologista.

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