Infectologista explica como se prevenir contra a "doença do pombo"
Infectologista do Huse, Manuela Santiago (Foto: Flávia Pacheco/ SES/SE)
“Como não existe transmissão inter-humana desse fungo, nem de animais ao homem, também não existem medidas preventivas específicas, mas o uso de equipamentos de proteção individual como uma máscara durante a limpeza de áreas onde há criação de aves ou aglomerado de pombos, entre outros animais, é muito importante para não serem contaminados. No interior a gente tem muitos casos dessa natureza por causa da proximidade com os animais, por isso, quando for fazer a limpeza desses criadouros de animais, a máscara de proteção é fundamental para evitar a inalação do esporo e proteger a via aérea”, explicou a infectologista.
Os sintomas da doença podem se manifestar dependendo do estado imunológico de cada pessoa e merece muita atenção. Ao apresentar febre, fraqueza, tosse, dor de cabeça muito forte, rigidez de nuca, náusea, vômito, entre outros sintomas que demoram a melhorar com medicação, o ideal é buscar auxílio de um profissional médico. O diagnóstico da criptococose é feito com a coleta do líquor da espinha e quando identificada o tratamento com medicamentos antifúngicos endovenosos deve ser iniciado imediatamente.
“A demora no diagnóstico pode levar o paciente a morte, por causa de complicações como a meningite. O paciente na maioria das vezes está com sua imunidade comprometida ou aspirou uma grande quantidade de esporos, comprometendo ainda mais o quadro da doença. As sequelas podem existir por se tratar de uma enfermidade cerebral e podem variar de acordo com cada caso. Por isso, é importante estar atento aos sintomas, já que a doença demora cerca de 15 dias para se manifestar de forma crônica, dificultando o diagnóstico e fazendo a pessoa pensar que é uma forte gripe”, comentou Manuela Santiago.