Infecções respiratórias crescem entre crianças e exigem atenção dos pais
Com a chegada de períodos de maior circulação de vírus respiratórios, aumenta também o número de casos de gripes sazonais em crianças em todo o país. A combinação de mudanças climáticas, maior permanência em ambientes fechados e o convívio em escolas e creches favorece a transmissão.
Dados do Ministério da Saúde apontam que as infecções respiratórias estão entre as principais causas de atendimento pediátrico no Brasil, especialmente em crianças menores de 5 anos. Vírus como influenza, rinovírus e o vírus sincicial respiratório (VSR) estão entre os mais comuns e podem evoluir para quadros mais graves, como bronquiolite e pneumonia.
Em cidades como Aracaju, o aumento dos casos costuma acompanhar períodos chuvosos e de maior umidade, exigindo ainda mais atenção dos pais e responsáveis.
Para a enfermeira e especialista em cuidado humanizado, Analice Grubert, é essencial observar os primeiros sinais e acompanhar a evolução do quadro.
“Nesse período sazonal, há um aumento esperado na circulação de vírus respiratórios, principalmente em crianças, que ainda possuem o sistema imunológico em desenvolvimento. Na prática clínica, observamos que fatores como variação de temperatura, umidade elevada e maior permanência em ambientes fechados contribuem diretamente para esse crescimento dos casos.”
Entre os principais sinais de alerta estão dificuldade para respirar, febre persistente, cansaço excessivo, recusa alimentar e sonolência fora do habitual.
“Os sinais de alerta indicam que o organismo da criança pode estar tendo dificuldade para responder à infecção. A presença de esforço respiratório, como respiração acelerada ou uso da musculatura acessória, por exemplo, exige avaliação imediata, pois pode indicar comprometimento pulmonar mais importante.”
A prevenção continua sendo a forma mais eficaz de proteção. Medidas simples fazem diferença no dia a dia, como manter a vacinação em dia, higienizar as mãos com frequência e evitar ambientes fechados e pouco ventilados.
“A prevenção é sempre o melhor caminho. A vacinação reduz significativamente o risco de complicações, e hábitos simples como higiene das mãos e ventilação dos ambientes diminuem a carga viral circulante. São medidas com forte evidência científica e que fazem diferença real na proteção das crianças.”
Outro ponto importante é evitar a automedicação, prática comum que pode trazer riscos e atrasar o diagnóstico correto.
Além disso, o acompanhamento próximo durante o período de doença pode evitar complicações e garantir uma recuperação mais segura.
“O acompanhamento próximo permite identificar precocemente qualquer piora clínica e intervir de forma segura. Muitas vezes, o cuidado adequado no início do quadro evita evolução para internações, trazendo mais segurança tanto para a criança quanto para a família.”
Diante desse cenário, o cuidado com a saúde infantil deve ser redobrado, especialmente nos períodos de maior circulação viral.
SOBRE A ESPECIALISTA
Analice Grubert é enfermeira, especialista em neonatologia e pediatria/ UTI e EMERGÊNCIA desenvolve um atendimento humanizado e atua com acompanhamento próximo de pacientes e famílias, oferecendo suporte seguro e individualizado em diferentes fases do cuidado.