Oncologista fala sobre os tipos de câncer que mais acometem as mulheres
A Secretaria de Estado da Saúde (SES), dando continuidade às comemorações ao Outubro Rosa, traz mais um assunto importante para a saúde da mulher: a incidência do câncer. De acordo com estimativas feitas pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), espera-se que ocorram no Brasil em 2018, 60 mil casos novos de câncer de mama, o tipo mais comum entre as mulheres. Em 2016, houve 16 mil casos de óbitos no país. No estado de Sergipe, a estimativa para 2018 é de 550 casos novos de câncer de mama e 250 casos novos de câncer colorretal, o segundo mais importante atualmente.
Cirurgião oncológico Huse, Dr. Carlos Anselmo Lima (Foto: Assessoria SES/SE)
O Ministério da Saúde (MS) recomenda que a mamografia seja feita a cada dois anos se a mulher não tiver história familiar. Se tiver história familiar é preciso começar a fazer o exame mais cedo e anualmente. Para as que têm o fator genético, a mamografia deve ser feita entre 30 e 35 anos. Já para aquelas que não possuem nenhuma alteração genética conhecida na família a recomendação do MS é que inicie aos 50 anos, fazendo mamografias bianuais.
“Países como os EUA, por exemplo, que têm uma incidência de câncer de mama cerca de duas vezes e meia a mais do que a nossa, hoje já estão recomendando que a mamografia seja iniciada a partir dos 45 anos e há uma tendência de que isso possa até modificar no futuro. Na Europa a partir dos 50, no Canadá também a partir dos 50. Os EUA que eram rígidos na orientação de começar aos 40 anos hoje recomendam que: a mulher dos 40 aos 45 anos, se quiser fazer, não está impedida, mas a recomendação é que, a partir de 45 anos, possa fazer anualmente até os 54 e, a partir dos 55, bianualmente, mas é uma orientação de um país que tem uma incidência de câncer de mama muito maior do que a nossa. No nosso país está muito bem justificado que se comece aos 50 anos, a cada dois anos”, reforça Dr. Carlos.
Prevenção
É possível detectar precocemente o câncer de mama através de exames de rastreamento como a mamografia, por exemplo, mas evitar é mais difícil, pois depende de vários fatores ligados ao estilo de vida da mulher e a genética. Já o câncer de colo uterino pode ser completamente evitado, com a realização do exame preventivo Papanicolau ou exame de lâmina que, se a mulher faz periodicamente, as chances de detectar alterações aumentam. “Se essas alterações forem deixadas de lado, se transformarão em câncer. Porém, essas transformações podem ser detectadas através do exame e tratadas, evitando-se que o câncer ocorra. Fatores como não engordar ao longo da vida, ter uma dieta saudável com frutas e verduras, fazer atividade física, diminuição de carne vermelha, diminuição de gordura na alimentação, dando preferência ao peixe, à carne branca, dar preferência a grãos integrais, diminuição do stress e a realização dos exames são coisas que podem diminuir a chance de desenvolver o câncer de mama”, informa o cirurgião.
Sintomas do câncer de mama
Aparecimento de nódulo, caroço na mama que possa crescer, endurecido. Alterações na pele como retração, abaulamento, ulceração e feridas são sintomas, inclusive, de um câncer mais avançado. Mas em geral o aparecimento de um caroço, com a detecção de câncer por biópsia, já é necessário que se tenha o tratamento.
Tratamento
O tratamento pode ser individualizado e através de outros exames conhecidos como de classificação molecular. A decisão pela cirurgia ou quimioterapia, o uso de medicações, a hormônio terapia, e radioterapia, vai depender do caso. A avaliação total do diagnóstico é que leva à forma de tratamento.
Cura
As chances de cura são reais e estão bastante aumentadas divido ao tratamento personalizado. “Quanto mais cedo detectar a doença é melhor. A chance de cura hoje já está chegando próximo aos 80% em cinco anos, ou seja, a cada 100 mulheres, 80 estarão vivas em cinco anos” diz o médico.