Em Sergipe e no Brasil: PET/CT é incorporado ao SUS para câncer de mama metastático e amplia acesso ao diagnóstico avançado
Médico nuclear da Clinradi, Dr. Marcos Frederico de Holanda, comenta
Uma decisão importante para a oncologia brasileira foi anunciada após avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC): o exame PET/CT passou a ser incorporado ao Sistema Único de Saúde (Sistema Único de Saúde) para casos de câncer de mama metastático.
A medida ocorre após participação ativa da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear e Imagem Molecular e representa um avanço no diagnóstico e no planejamento terapêutico das pacientes.
O PET/CT (Tomografia por Emissão de Pósitrons associada à Tomografia Computadorizada) é um exame de imagem de alta precisão que permite identificar a atividade metabólica das células tumorais em todo o corpo, sendo fundamental para detectar metástases, avaliar resposta ao tratamento e definir estratégias terapêuticas mais adequadas.
De acordo com o médico nuclear da Clinradi Radioterapia e Imagem, Dr. Marcos Frederico de Holanda, a incorporação do exame ao SUS representa um avanço importante para a oncologia brasileira.
“Essa decisão representa um avanço muito importante para a saúde pública, porque o PET/CT permite avaliar o corpo inteiro e identificar com maior precisão a presença de metástases, além de ajudar no planejamento do tratamento oncológico. Isso significa mais precisão diagnóstica e melhor condução terapêutica para as pacientes”, explica o especialista.
Segundo o médico, o PET-Scan, que já é realizado na Clinradi, é um exame que permite uma análise da anatomia do paciente e uma avaliação funcional dos tecidos e órgãos.
“O PET-Scan é bastante utilizado para diagnosticar o câncer, verificar o desenvolvimento de tumores e identificar se há ocorrência de metástase. Mas o exame não é utilizado apenas na oncologia, ele também é muito importante na avaliação de doenças cardíacas e auxilia no diagnóstico de doenças neurológicas, como Alzheimer e epilepsia”, destaca Dr. Marcos Frederico de Holanda.
O especialista ressalta ainda que a incorporação do exame ao SUS representa um avanço tecnológico importante no diagnóstico oncológico no Brasil.
“Quando o sistema público passa a incorporar tecnologias como o PET/CT, isso melhora a qualidade da medicina, permite diagnósticos mais precoces, tratamentos mais adequados e impacta diretamente na sobrevida e na qualidade de vida dos pacientes”, conclui.
Com a decisão, a expectativa é ampliar o acesso ao exame para pacientes da rede pública, reduzindo desigualdades no diagnóstico e permitindo que mais mulheres tenham acesso a tecnologias avançadas no combate ao câncer de mama metastático, uma das fases mais complexas da doença.
Especialistas destacam que a incorporação de novas tecnologias ao SUS representa um avanço não apenas no diagnóstico, mas também na qualidade do tratamento oncológico no Brasil.