Encerramento do Março Azul-Marinho em Sergipe: campanha alerta para prevenção e diagnóstico precoce do câncer colorretal
Março vai chegando ao fim, o mês foi marcado pela campanha Março Azul-Marinho, dedicada à conscientização sobre o câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino. A mobilização busca alertar a população sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e da adoção de hábitos saudáveis que ajudam a reduzir o risco da doença, considerada uma das neoplasias mais frequentes no Brasil e no mundo.
De acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer colorretal está entre os tumores mais incidentes no país. A estimativa é de 45.630 novos casos por ano no país.
Especialistas alertam que a doença ocorre principalmente após os 50 anos de idade, mas tem sido diagnosticada cada vez mais em pessoas mais jovens, o que reforça a importância da atenção aos sintomas e do rastreamento adequado.
Em Sergipe, o câncer colorretal também apresenta impacto relevante na saúde pública. Estudos epidemiológicos indicam que o tumor está entre os principais tipos de câncer diagnosticados na população adulta e figura entre as causas importantes de mortalidade por neoplasias no estado, com registros crescentes ao longo das últimas décadas.
Segundo o médico oncologista Dr. Miguel Tenório, da Clínica Onco Hematos, em Aracaju, a campanha Março Azul-Marinho tem papel fundamental na ampliação da informação e na redução dos diagnósticos tardios.
“O câncer colorretal é uma doença que pode ser amplamente prevenível quando identificado precocemente. Muitas vezes ele começa a partir de pólipos no intestino, que podem ser detectados e removidos durante exames de rastreamento, como a colonoscopia”, explica o especialista.
Entre os principais fatores de risco, estão histórico familiar da doença, obesidade, sedentarismo, consumo excessivo de carnes processadas, tabagismo e ingestão elevada de bebidas alcoólicas.
Para o oncologista, a adoção de hábitos saudáveis é uma estratégia essencial para reduzir o risco da doença.
“A prevenção envolve alimentação equilibrada, rica em fibras, prática regular de atividade física e acompanhamento médico periódico. A Sociedade Brasileira de Coloproctologia e a Sociedade Brasileira de Oncologia, seguem as diretrizes americanas e recomendam a colonoscopia a partir dos 45 anos. Quem tem histórico familiar também deve ficar atento e deve conversar com seu médico sobre a necessidade de realizar exames de rastreamento”, orienta Dr. Miguel Tenório.
Entre os sintomas de alerta, estão sangramento nas fezes, alteração persistente do hábito intestinal (diarreia ou constipação), dor abdominal frequente, perda de peso sem causa aparente e anemia. No entanto, em muitos casos iniciais, o câncer pode evoluir sem sinais evidentes, o que torna os exames preventivos ainda mais importantes.
Especialistas ressaltam que, quando diagnosticado precocemente, o câncer colorretal apresenta altas taxas de cura, especialmente quando o tumor ainda está localizado e não houve disseminação para outros órgãos.
A campanha Março Azul-Marinho reforça justamente essa mensagem: informação, prevenção e diagnóstico precoce são as principais armas contra o câncer de intestino, ajudando a reduzir a mortalidade e ampliar as chances de tratamento bem-sucedido.