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Aracaju (SE), 07 de janeiro de 2026
POR: NV Assessoria
Fonte: NV Assessoria
Em: 06/01/2026 às 10:24
Pub.: 06 de janeiro de 2026

Câncer de pele: prevenção deve ser contínua, com atenção redobrada no verão e nas férias

Brasil deve registrar mais de 700 mil novos casos por ano; hábitos simples podem reduzir riscos da doença

Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia/Regional Sergipe, Thâmara Morita - Foto: Arquivo pessoal

O câncer de pele é o tipo mais comum no Brasil e, ao mesmo tempo, um dos mais preveníveis. Ainda assim, milhares de brasileiros continuam recebendo o diagnóstico em estágios avançados da doença. Em períodos de maior exposição ao sol, como o verão, iniciado oficialmente em 21 de dezembro, e o atual período de férias, o alerta se intensifica, mas especialistas reforçam: a prevenção precisa fazer parte da rotina ao longo de todo o ano.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deve registrar cerca de 704 mil novos casos de câncer por ano, sendo aproximadamente 210 mil de câncer de pele não melanoma. Apesar dos números elevados, mais da metade dos adultos brasileiros nunca passou por consulta com um dermatologista, segundo levantamento do Datafolha, realizado em parceria com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e a L’Oréal Brasil.

Para a dermatologista Thâmara Morita, presidente da SBD Regional Sergipe, esse comportamento contribui diretamente para o diagnóstico tardio e tratamentos mais invasivos. “É comum que as pessoas ignorem manchas, pintas ou feridas por acreditarem que são inofensivas. Essa negligência pode resultar em cirurgias extensas e cicatrizes importantes. O câncer de pele, em grande parte, está associado à forma como nos expomos ao sol e poderia ser evitado com cuidados simples e contínuos”, afirma.

Prevenção começa no dia a dia

A principal forma de prevenção do câncer de pele é a proteção contra a radiação ultravioleta. O uso diário de protetor solar, com FPS mínimo de 30 e proteção contra raios UVA, deve integrar a rotina, inclusive em dias nublados ou em atividades rápidas ao ar livre. Em situações de maior exposição — comuns durante o verão, férias, praia, piscina e práticas esportivas —, a recomendação é reforçar o cuidado com FPS mais alto, uso de chapéus, roupas com proteção UV e busca por sombra, especialmente entre 9h e 15h.

“O protetor solar deve ser usado diariamente em todas as áreas expostas e reaplicado ao longo do dia. Para o rosto, a quantidade correta equivale a uma colher de chá — bem mais do que a maioria das pessoas costuma aplicar”, orienta Thâmara Morita.

A dermatologista destaca que os cuidados devem ser redobrados entre pessoas de pele clara, trabalhadores que atuam ao ar livre, praticantes de esportes externos, pacientes imunossuprimidos e quem já passou por radioterapia. Pessoas de pele negra também precisam de atenção, sobretudo em relação ao melanoma acral, que acomete palmas das mãos, solas dos pés e unhas.

Outro ponto fundamental é a observação regular da pele. Pintas que mudam de tamanho, cor ou formato, surgimento de manchas ou feridas que não cicatrizam devem ser avaliadas por um dermatologista. Regiões como rosto, couro cabeludo, orelhas, mãos e pés merecem atenção especial.

“O autoexame é um aliado importante. É fundamental acompanhar mudanças nos sinais e pedir ajuda para verificar áreas de difícil visualização, como as costas. Locais frequentemente esquecidos, como couro cabeludo, orelhas, dorso das mãos e pés, também precisam de proteção e vigilância”, reforça.

Embora o verão represente um período de maior risco, a proteção solar não deve se limitar à estação. No Nordeste, por exemplo, os índices de radiação ultravioleta permanecem elevados durante praticamente todo o ano, o que exige atenção constante da população. “A prevenção contínua e o diagnóstico precoce são sempre o caminho mais seguro para reduzir riscos, evitar tratamentos agressivos e salvar vidas”, conclui Thâmara Morita.

Sobre Thâmara Morita

Thâmara Morita é médica formada pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), com residência em Dermatologia pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais. É especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), doutora pela Universidade de São Paulo (USP) e professora de Dermatologia da Universidade Tiradentes, em Aracaju. Com mais de 15 anos de experiência, atua no tratamento de doenças da pele, cabelos e unhas, participa de congressos científicos e contribui com publicações especializadas. Atualmente, é presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Sergipe.

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