FLUTUANTE 970 250 PMA JULHO
Aracaju (SE), 11 de julho de 2026
POR: Felipe Martins
Fonte: Assessoria Breno Garibalde
Em: 08/04/2022 às 11:43
Pub.: 08 de abril de 2022

Breno Garibalde protocola Projeto de Lei que proíbe arquitetura hostil em Aracaju

O vereador Breno Garibalde, que também é arquiteto e mestre em urbanismo, protocolou nesta sexta (8), na Câmara Municipal de Aracaju, um Projeto de Lei proibindo a prática da arquitetura hostil na capital sergipana. O parlamentar vem chamando atenção sobre esse tema durante toda a semana, em suas redes sociais.

Breno Garibalde protocola Projeto de Lei que proíbe arquitetura hostil em Aracaju (Foto: Gilton Rosas)

Breno Garibalde protocola Projeto de Lei que proíbe arquitetura hostil em Aracaju (Foto: Gilton Rosas)

"Protocolamos este PL com o objetivo de promover mais igualdade e liberdade das pessoas nos espaços públicos. A arquitetura hostil se coloca acima do que a população quer, ela afasta as pessoas. Bancos com divisão no meio, tachinhas, piquetes e grades embaixo de marquises, grades e espetos nas muretas. Esses elementos inseridos nos locais (privados ou públicos) são práticas que tornam a cidade desumana e mostram um desprezo enorme pelas pessoas, principalmente aquelas em situação de pobreza, que é o que chamamos de aporofobia", destacou Breno. 

Para o vereador, Aracaju está bem melhor do que algumas capitais neste sentido, mas ainda assim encontram-se diversos exemplos da arquitetura hostil.

"A cidade deveria ser um espaço confortável, onde todos tivessem acesso aos direitos fundamentais (moradia, trabalho, comida), mas infelizmente não é assim. As pessoas em situação de rua e moradores de rua, além de não terem esses direitos garantidos, ainda sofrem com a hostilidade dos espaços", afirmou o vereador.  

O tema reforça o fato de que as cidades não são pensadas para todas as pessoas e esse tipo de arquitetura acaba determinando a exclusão de grupos sociais. 

"Sei que é um tema polêmico, mas a gente precisa falar sobre isso. Se não tivermos conhecimento não teremos condições de perceber e nos manifestarmos. Precisamos estar atentos à cidade, cobrar melhorias e reivindicar o direito que todas as pessoas têm de permanecer no espaço urbano com dignidade", finalizou o parlamentar.

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