Centrão terá as maiores bancadas da Câmara e "janela" dará fim à "3ª via"!
Habacuque Villacorte (Foto: Arquivo Pessoal)
Vão disputar o posto de maior bancada do parlamento, o PL (legenda do presidente Jair Bolsonaro) e o União Brasil (fruto da fusão do PSL com o DEM e que pode “federalizar” com o MDB). Duas legendas governistas também geram grande expectativa de crescimento: o Republicanos (também fechada com o governo) e o Progressistas, que também sinaliza pelo apoio à reeleição.
A estimativa é que o Partido dos Trabalhadores, por exemplo, passe a ser a terceira maior bancada da Câmara Federal. E partidos tradicionais como o MDB, PSDB, PDT e o PTB, em especial após a janela eleitoral que se aproxima, fiquem esvaziados e percam força politica e representação na Câmara dos Deputados. Podendo lançar candidato próprio à presidência da República ou defender a volta do ex-presidente Lula (PT), o PSD também tem uma previsão de crescimento.
Esse novo cenário que se “desenha” no plano nacional também terá reflexos na política de Sergipe. Por aqui o PSD, partido do governador Belivaldo Chagas, e do pré-candidato ao governo, deputado federal Fábio Mitidieri, após a “janela”, tende a ser um dos maiores do Estado, em densidade eleitoral. Isso pode consolidar até um certo “favoritismo” da base governista, considerando que, apesar da boa relação com Lula, no principal palanque oposto há uma pré-candidatura petista do senador Rogério Carvalho.
Ou seja, tanto o PT quanto qualquer outra legenda “de oposição” em Sergipe, terá muitas dificuldades para atrair novos filiados e montar chapas competitivas para proporcionais na próxima janela eleitoral. E, antes que as críticas surjam, o “favoritismo governista” em Sergipe se confirmará com o “fortalecimento” de legendas que dão sustentação ao governo Belivaldo, como o PL, os Progressistas, Republicanos e o União Brasil. Sem contar o próprio PSD, citado acima.
E, olhando a disputa presidencial que se aproxima, a depender do posicionamento do União Brasil, o presidente Jair Bolsonaro mantém uma maioria folgada, pelo menos na Câmara Federal, com as demais legendas que já dão sustentação a seu governo extremamente fortalecidas. Se Lula se mantém competitivo na oposição, a tendência é de “entrar água de vez” nos projetos de Sérgio Moro (PODE), João Dória (PSDB), Simone Tebet (MDB), Alessandro Vieira (Cidadania) e Ciro Gomes (PDT). A “janela” se fechará em Abril, junto com a chamada “terceira via”…