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Aracaju (SE), 30 de setembro de 2026
POR: Lucivânia Pereira
Fonte: Assessoria de Imprensa
Em: 30/09/2026 às 13:18
Pub.: 30 de setembro de 2026

Pastor Diego reage a fala de Lula sobre mulheres: "Criança não é tocada por ninguém"

Vereador Pastor Diego - Foto: China Tom

A declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre mulheres aprenderem a ser “tocadas desde pequenas” provocou reação do vereador Pastor Diego (União Brasil) na tribuna da Câmara Municipal de Aracaju (CMA), nesta quarta-feira, 30. Pai de duas meninas, o parlamentar classificou a fala como inadequada e afirmou que o presidente deveria ter mais responsabilidade e sensibilidade ao abordar temas relacionados à saúde de mulheres e crianças. 

Pastor Diego afirmou que a declaração, feita por Lula na segunda-feira , 28, durante agenda em Belém (PA), abre margem para interpretações que podem gerar indignação e insegurança. “Eu não sei mais o que está passando na cabeça do presidente da República. Uma fala como essa demonstra falta de senso, zelo e responsabilidade para tratar de um assunto tão sensível”, declarou. 

Ao relatar sua experiência como pai, o vereador reforçou que procedimentos médicos não devem ser associados à ideia de que crianças ou mulheres estariam “acostumadas” a serem tocadas. “Eu tenho duas filhas pequenas. Minhas filhas não são tocadas. Quando uma criança vai ao médico, ela vai para ser avaliada, acompanhar o desenvolvimento e cuidar da saúde. A criança não é tocada por ninguém”, afirmou. 

O parlamentar também criticou a comparação feita pelo presidente ao abordar exames médicos masculinos e femininos. “Mulher não vai ao médico para ser tocada. Ela vai fazer exame, cuidar da saúde e verificar como está sua saúde feminina. Isso é um procedimento médico, não um simples ‘toque’”, disse. 

Pastor Diego ainda destacou o constrangimento que determinados exames podem provocar e cobrou maior sensibilidade de Lula. “Eu tenho esposa e filhas e sei o quanto determinados exames podem ser difíceis e constrangedores para uma mulher. Por isso, uma fala como essa exige mais empatia, sensibilidade e responsabilidade”, ressaltou. 

Ao encerrar o pronunciamento, o vereador afirmou que a repercussão seria diferente caso uma declaração semelhante partisse de um político identificado com a direita ou o conservadorismo. “Se fosse um homem da direita ou um conservador fazendo uma declaração dessa natureza, certamente haveria uma reação muito maior”, concluiu.

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