"Vamos lutar para fazer o Hospital do Câncer realmente funcionar", destaca Eduardo Amorim após dois meses da inauguração
No marco de dois meses da inauguração do Hospital do Câncer de Sergipe (HCS), em Aracaju, o médico anestesiologista e pré-candidato ao Senado Federal, Eduardo Amorim (Republicanos), questiona os motivos pelos quais os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), diagnosticados com Câncer, permanecem órfãos de acolhimento na unidade. Das 100 alas de quimioterapia disponíveis, por exemplo, pacientes denunciam que apenas duas estão em pleno funcionamento. Enquanto representante de Sergipe no Senado, entre os anos de 2011 e 2018, Eduardo Amorim destinou mais de 200 milhões de reais em emendas para a construção desta unidade hospitalar.
"Foram 15 anos de muita luta, desde o início da nossa campanha pela construção em 2010, até a inauguração que aconteceu no dia 10 de dezembro do ano passado. Apesar da estrutura estar pronta, conforme visitei e testemunhei, infelizmente alguns pacientes oncológicos têm me procurado para denunciar a inoperância do espaço. Precisamos nos unir para dar dignidade aos pacientes e evitar que o hospital se transforme em um 'elefante branco'", disse Eduardo Amorim. Outro relato preocupante apresentado por pacientes e familiares indica a indisponibilidade de equipamentos e profissionais das mais diversas áreas de atuação.
Com o setor de oncologia do Hospital de Urgência (Huse) resgistrando contínuo fluxo intenso, sergipanos vítimas desta doença permanecem morrendo pela ausência de assistência adequada do HCS. Segundo estimativas divulgadas esta semana pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), a previsão é que o Brasil registre cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028. Desse total, aproximadamente 518 mil casos anuais são esperados quando excluídos os tumores de pele não melanoma. O avanço consolida o câncer como uma das principais causas de adoecimento e morte no país.
"As pessoas estão adoecendo, precisando urgentemente de assistência de qualidade, mas o sentimento é que o sistema de saúde não está sendo capaz de superar o avanço do câncer. A construção desse hospital foi fundamental, batalhamos muito por isso, mas de que adianta construir e não disponibilizar atendimento em todas as suas alas? Estamos falando de um hospital que pode se tornar referência para receber tanto nós, sergipanos, como também brasileiros de outros estados. É preciso combater as dores e a doença, mas isso só vai acontecer quando o serviço estiver funcionando e com qualidade", atestou, Dr. Eduardo.