Eduardo Amorim: "é preciso dar um basta no retrocesso aplicado pela Iguá"
O médico anestesiologista e pré-candidato ao Senado da República, Eduardo Amorim (Republicanos), tem se solidarizado com os mais de 2,3 milhões de sergipanos que permanecem enfrentando problemas recorrentes no abastecimento de água, rede de esgoto e com o valor dos boletos emitidos pela empresa Iguá. Com exceção do município de Capela, todas as demais 74 cidades sergipanas serão abastecidas pela empresa nos próximos 35 anos. Defensor da Deso como patrimônio público, Eduardo tem destacado o erro que foi repassar o serviço de distribuição de água e coleta/tratamento de esgoto.
Durante entrevistas concedidas em emissoras de rádio e podcasts, o itabaianense reconhece a água como produto indispensável para a vida humana, bem como avalia a Deso como detentora de missão social imensurável. Oito meses após o início oficial da Iguá em Sergipe, a população enfrenta uma realidade mais precária se comparado ao período histórico em que a Deso administrou o sistema, além de ser obrigada a pagar faturas com reajustes que chegam a 300%. Apesar de o país vivenciar um ano eleitoral, Eduardo garante que não há aproveitamento político por parte do grupo de oposição ao governo estadual.
"Nosso embasamento é construtivo, com base naquilo que vivenciamos todos os dias em nossas casas, locais de trabalho, de estudo ou em qualquer outro canto que visitamos em Sergipe. Dizer que há discurso eleitoreiro diante deste problema, é uma tentativa desonesta de reconhecer a tragédia que estamos obrigados a enfrentar. Eu não teria vendido a Deso, e isso eu falo desde o momento que o Projeto de Lei foi encaminhado para Alese", criticou. Eduardo Amorim apresentou ainda um desafio relacionado ao índice de aprovação do serviço prestado. Ele acredita que mais de 70% dos sergipanos estão insatisfeitos com o resultado da concessão feita pelo Governo do Estado.
"A Deso era repleta de problemas, situações complicadas para serem resolvidas, mas tinha jeito. Quem diz que o povo sergipano tem orgulho desta concessão é porque está tentando minimizar o problema ou mesmo fazer um gesto de solidariedade para alguém, sendo que este alguém, com toda a certeza, não é o povo", destacou. Amparada por uma permissão concedida pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese), em setembro do ano passado a Iguá aplicou reajuste de 7,837% aos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário.
"Analisem o cenário: concessão bilionária da Deso; ampliação e recorrência dos problemas; reajuste aprovado pelo governo; continuidade dos problemas; e, agora, em ano de fato eleitoral, tenta passar a impressão ao povo sergipano que nossa crítica é palanque político. Se fizer uma pesquisa qualitativa, vão perceber que nossas reclamações estão baseadas apenas no sentimento real das pessoas", completou Eduardo Amorim.