Aracaju (SE), 17 de outubro de 2021
POR: Prefeitura de Aracaju
Fonte: Prefeitura de Aracaju
Em: 13/09/2021 às 12h00
Pub.: 13 de setembro de 2021

Escolas municipais de Aracaju retomam aulas presenciais com ensino híbrido


No momento em que Aracaju chegou à marca de 80,80% da população geral vacinada contra covid-19 com, pelo menos, a primeira dose, e quedas significativas dos números de casos, internações e mortes pela doença, a rede municipal de ensino retoma as aulas presenciais.


Escolas municipais de Aracaju retomam aulas presenciais com ensino híbrido (Foto: Marcelle Cristinne/ Prefeitura de Aracaju)

Escolas municipais de Aracaju retomam aulas presenciais com ensino híbrido (Foto: Marcelle Cristinne/ Prefeitura de Aracaju)


Nesta segunda-feira, 13, todas as unidades coordenadas pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal da Educação (Semed), abriram suas portas para cerca de 32 mil estudantes, com uma série de restrições e cuidados preventivos contra o coronavírus, adotando, inclusive, o ensino híbrido (presencial e online) com o intuito de escalonar as turmas e, assim, manter o distanciamento entre carteiras e evitar aglomerações no espaço escolar. 


As máscaras que, antes, poderiam fazer parte apenas das brincadeiras, hoje, são elementos essenciais para compor o uniforme escolar. A lavagem frequente das mãos e o uso de álcool em gel que, anteriormente, era ato de higiene, passaram a ser obrigatórios para afastar a contaminação pelo vírus. Tapetes sanitizantes, medidor de temperatura são dos primeiros itens na entrada das escolas, no entanto, os protocolos de biossegurança seguidos à risca diante de uma pandemia não ofuscaram o brilho nos olhos daqueles que, depois de quase dois anos, puderam retomar o convívio em sala de aula. 


A secretária municipal da Educação, Cecília Leite, ressalta que a Semed tratou dos mínimos detalhes para garantir um retorno seguro das aulas presenciais e, para isso, muitas análises e processos foram realizados, assim como diálogos permanentes com a comunidade escolar. 


“Estamos retornando de forma híbrida e mobilizamos muito a comunidade escolar para que ela aderisse a esse retorno. Essa resposta tem sido positiva, tanto que as escolas estão com a sua capacidade escalonada atendida. Nossa preocupação é garantir todos os cuidados, tanto que a Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal da Saúde passou nas 74 unidades da rede municipal para verificar o que precisava ser adequado, o que precisa ser atendido para que esse retorno fosse seguro. Diante do parecer da Vigilância, a Semed viabilizou todas as reformas, todas as adequações. Isso quer dizer que Aracaju tem as suas escolas monitoradas e todas elas com parecer favorável ao retorno presencial. Assumimos esse compromisso e assim seguiremos vigilantes”, destaca a gestora. 


O retorno será escalonado e gradativo, ou seja, nesta segunda as aulas reiniciaram, mas não para todos os alunos de forma presencial. 


“Vamos trabalhar por salas de aulas e cada escola, a depender do número de alunos e estrutura que possui, informou quais os dias cada aluno deve ir. Assim, respeitando o distanciamento de 1,5 metro entre uma carteira e outra, os alunos de cada sala foram divididos em turmas que irão revezar os dias de aula presencial. Quando for o dia de uma turma, a outra terá aula remota e, no dia seguinte, troca”, completa Cecília.


A secretária salienta que esse retorno às aulas presenciais marca, ainda, o esforço da gestão municipal em garantir equipamentos que venham a contribuir para o ensino híbrido empregado como forma de controle da pandemia. 


“Todas as escolas da rede já estão equipadas com wi-fi, desde janeiro deste ano, um processo que iniciamos em 2020. Além disso, demos outro passo para a concretização do ensino híbrido que é o projeto ‘Professores On’, enviado para a Câmara Municipal de Aracaju, que disponibiliza o auxílio financeiro de R$5 mil para o professor adquirir seus equipamentos de informática e R$70 na folha para ajuda de custo para pacotes de internet. Sabemos que não é tudo, mas outros passos serão dados para que esse ensino híbrido ocorra da melhor maneira possível”, frisa a gestora. 


Reforço dos laços 
A expressão nos olhares era a de apreensão pelo retorno após quase dois anos sem encontrar professores e colegas de classe. Enquanto os alunos eram conduzidos pelos pais e responsáveis à escola, um misto de alegria e ansiedade esteve visível no reencontro, sensação que, ao adentrar a sala de aula, foi transformada em vontade de aprender. 


Acompanhada da irmã gêmea, Eduarda, de 10 anos, estava na expectativa pela volta às aulas, sobretudo para expandir os conhecimentos. Atenta, ela sentou na primeira carteira da fileira, à frente da irmã. 


“A gente conseguia estudar pela internet e uma ia ajudando a outra. O que eu não sabia, perguntava a ela, e ela me perguntava o que não sabia. Estávamos sentindo falta da escola e estou feliz por poder voltar a estudar com os colegas. Agora, vou estudar ainda mais”, conta a aluna. 


A alegria de poder voltar ao convívio escolar também tomou conta da estudante Clara Elizabeth, de 11 anos. 


“Dava para estudar em casa, mas é muito mais legal estar com a professora por perto para tirar dúvidas e também com os colegas. Hoje, acordei animada para ir à escola porque estava com saudades de estudar na escola”, frisa Clara. 


Para a coordenadora pedagógica da Escola Municipal Dom José Vicente Távora, Michele Chagas, o principal desafio é fortalecer os laços. 


“Nesse primeiro momento, a criança precisa se sentir acolhida e, aos poucos, ser trazida para essa nova realidade, depois de tantos meses afastada do convívio escolar. Nossa preocupação é dar ainda mais atenção ao processo de aprendizagem para que os alunos venham alcançar os objetivos. Todo o nosso cuidado é conduzir esse processo de forma leve, sem pressionar os alunos, pelo contrário, acolher para que se sintam à vontade nesse fortalecimento de vínculos entre escola, alunos e comunidade escolar”, pontua Michele. 


Mãe de um aluno de 6 anos, Ingrid de Oliveira Santos se manteve, durante toda a pandemia, atenta às necessidades do filho. Com o retorno das aulas, ela passou todas as instruções e espera o melhor do momento. 


“Como trabalho em home office pude acompanhar os estudos de perto e meu marido também pôde dar um auxílio. Ainda assim, não foi fácil porque ele parou de ir à creche em 2019, então foi desafiador iniciar o processo para ele escrever o nome, entre outras coisas da idade. Quem é pai e mãe se vira e é um pouco de tudo, mas é sempre bom ter a aula presencial para evoluir ainda mais. Agora, que boa parte das pessoas estão vacinadas, temos certa tranquilidade e esperança, também”, afirma Ingrid.

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