Aracaju (SE), 22 de outubro de 2021
POR: Assessoria de Imprensa Unit
Fonte: Assessoria de Imprensa Unit
Em: 11/10/2021 às 07h01
Pub.: 11 de outubro de 2021

Crise hídrica: "Chegamos a um ponto drástico para todo o meio ambiente", diz especialista


A crise hídrica que atinge o Brasil atualmente é a mais grave dos últimos anos. As políticas ambientais, a mudança climática e a produção de energia por meio de fontes não renováveis são preocupações dos especialistas, que alertam para a necessidade de produzir energia renovável.


Ranyere Lucena, pesquisador e professor da Unit (Foto: Assessoria de Imprensa Unit)

Ranyere Lucena, pesquisador e professor da Unit (Foto: Assessoria de Imprensa Unit)


Segundo o pesquisador e professor da Universidade Tiradentes (Unit), Ranyere Lucena, a situação é séria. “Chegamos a um ponto drástico para todo o meio ambiente, incluídos nós, que dele fazemos parte. Estamos vivenciando o pior período de déficit de chuvas. Temos um conglomerado de bacias hidrográficas e seus respectivos reservatórios com os piores indicadores de armazenamento dos últimos 40 anos”, disse.


Uma das razões para essa crise está relacionada ao clima e às fontes de energia utilizadas atualmente. Para ele, o cenário não é favorável devido à construção de hidrelétricas, que alteram a vazão dos rios. “O rio não é visto como um ecossistema complexo, e isso traz consequências para a manutenção da sua vida e afeta o ciclo hidrológico da água”, explica.


Outros problemas são a devastação do meio ambiente e as políticas de proteção ambiental. “As políticas ambientais que devastam a ideia de proteção ambiental depreciam os principais mecanismos de defesa, como, por exemplo, a proteção das matas ciliares promovida pelo novo código florestal”, critica o pesquisador.


No entanto, ele acredita que o Brasil tem potencial para a produção de energia alternativa. “A diversificação da matriz energética brasileira é sem dúvida uma das mais promissoras e um importante mecanismo para se reverter a situação atual. As políticas ambientais e econômicas devem ser adequadas e ajustadas para que a implementação das energias limpas possa ser incentivada”, enfatizou Ranyere.

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