Aracaju (SE), 13 de agosto de 2022
POR: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
Em: 20/12/2021 às 08h51
Pub.: 20 de dezembro de 2021

Ex-líder estudantil Gabriel Boric vence as eleições no Chile


Boric se tornou o mais jovem presidente chileno com 54,72% dos votos.


Ex-líder estudantil Gabriel Boric vence as eleições no Chile (Foto: Reprodução/ Instagram)

Ex-líder estudantil Gabriel Boric vence as eleições no Chile (Foto: Reprodução/ Instagram)


O ex-líder estudantil Gabriel Boric venceu, neste domingo (19), as eleições no Chile. O resultado veio de um boletim da autoridade eleitoral chilena divulgado apenas uma hora após o encerramento das votações.


Segundo informações da agência internacional de notícias Reuters, Boric teve 54,72% dos votos válidos, contra 45,28% do adversário, José Antonio Kast. Kast, que representou a coligação dos partidos de direita do país, havia afirmado que esperava uma eleição acirrada. O político reconheceu a derrota e parabenizou o novo presidente pelas redes sociais.


"Acabo de falar com @gabrielboric e o parabenizei por seu grande triunfo. A partir de hoje ele é o presidente eleito do Chile e merece todo o nosso respeito e colaboração construtiva. O Chile vem sempre em primeiro lugar", disse Kast no Twitter.


Os chilenos se reuniram em seções eleitorais em todo o país desde as primeiras horas da manhã para decidir quem seria o próximo presidente em uma eleição polarizada, dois anos após uma convulsão social que abriu as portas para a elaboração de uma nova Constituição.


Especialistas haviam criticado ambos os candidatos por propostas inatingíveis anunciadas nos programas iniciais. Boric pediu o fim de políticas liberais e aumento na arrecadação de impostos; Kast, um defensor ferrenho do livre mercado, propôs uma forte redução no tamanho do Estado e cortes nos impostos.


Mas uma das questões que tranquilizou os mercados após o primeiro turno foi a divisão quase equilibrada do Congresso entre as forças de esquerda e de direita. Isto garante que, independentemente de quem ganhasse a eleição presidencial, não será possível fazer passar propostas excessivamente radicais.


Com informações da Reuters


Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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