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Aracaju (SE), 19 de maio de 2026
POR: Rodrigo Alves
Fonte: Assessoria de Imprensa e Marketing
Em: 19/05/2026 às 11:32
Pub.: 19 de maio de 2026

Doença renal avança silenciosamente no Brasil e hábitos da população acendem alerta; afirma Dra. Andreia Kuwano

Médica nefrologista, Dra. Andreia Kuwano - Foto: Divulgação

Uma pesquisa nacional realizada pela empresa de tecnologias médicas Vantive, com 2 mil brasileiros de todas as regiões do país, acendeu um alerta preocupante sobre a saúde renal da população. O levantamento aponta que quase sete em cada dez entrevistados admitem adiar exames essenciais, mais da metade não se hidrata adequadamente e 40% são sedentários — fatores considerados perigosos para o funcionamento dos rins e que favorecem o avanço da doença renal crônica, condição que pode evoluir para a falência renal.

Segundo o estudo, cerca de 10% da população adulta já convive com algum grau de doença renal crônica, embora muitos ainda desconheçam o diagnóstico. O cenário preocupa especialistas, sobretudo pelo caráter silencioso da enfermidade, que costuma apresentar sintomas apenas em fases mais avançadas.

A médica nefrologista Dra. Andreia Kuwano, referência em Aracaju, explica que os rins possuem grande capacidade de adaptação, o que pode mascarar os sinais iniciais do problema. “Os rins conseguem compensar perdas funcionais durante muito tempo. Isso faz com que muitos pacientes convivam anos com a doença sem perceber alterações importantes. Quando os sintomas aparecem, frequentemente já existe um comprometimento significativo da função renal”, destaca.

O levantamento também mostra que o medo do diagnóstico tem afastado parte da população dos consultórios. Mais de 60% dos entrevistados afirmaram receio de descobrir alguma doença grave durante os exames, comportamento que pode atrasar ainda mais o início do tratamento. Para Dra. Andreia Kuwano, esse fator representa um dos principais desafios da nefrologia atualmente. “Existe uma cultura de procurar assistência médica apenas quando surgem sintomas mais evidentes. No caso das doenças renais, isso é especialmente perigoso, porque hipertensão arterial e diabetes, dois dos maiores fatores de risco, podem causar lesões silenciosas nos rins ao longo de muitos anos”, alerta.

Outro dado que chamou atenção na pesquisa foi a dificuldade da população em reconhecer o próprio risco para desenvolver doenças renais. Mais de um terço dos entrevistados acredita ter baixa ou muito baixa probabilidade de desenvolver o problema, enquanto 20% afirmaram não saber como esse risco poderia ser avaliado. Entretanto, o próprio perfil dos participantes aponta um cenário diferente: 26% convivem com hipertensão arterial e 55% possuem histórico familiar de pressão alta.

De acordo com a especialista, hábitos simples podem ajudar na prevenção e no diagnóstico precoce. “Manter uma boa hidratação, controlar a pressão arterial, evitar excesso de sal, praticar atividade física e realizar exames periódicos são medidas fundamentais para preservar a saúde dos rins. A prevenção ainda é a principal arma contra a doença renal crônica”, reforça Dra. Andreia Kuwano.

Especialistas também chamam atenção para o crescimento da obesidade e do envelhecimento populacional, fatores que têm contribuído para o aumento dos casos de doença renal crônica no Brasil. A condição é considerada atualmente um dos maiores desafios da saúde pública mundial devido ao alto impacto na qualidade de vida dos pacientes e à necessidade de tratamentos complexos, como hemodiálise e transplante renal em casos mais graves.

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