O almoço de André Moura e o recado além do microfone :: Por Fausto Leite
Há eventos políticos que anunciam diálogo com a imprensa e entregam roteiro fechado, perguntas previsíveis e tempo cronometrado. Há outros que optam por um formato mais aberto, ainda que igualmente calculado. O encontro promovido por André Moura, nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, no Hotel Del Mar, em Aracaju, se enquadrou nesse segundo modelo. Começou como um almoço informal e terminou como um exercício claro de construção política. Sem palanque e sem discurso formal, houve conversa, escuta e exposição. Não foi improviso. Foi método.
O gesto de sentar à mesa com a imprensa, sem filtros evidentes, merece registro não pelo ineditismo absoluto, mas porque contrasta com uma política cada vez mais ensimesmada e defensiva. André não buscou enquadrar o ambiente, mas também não abriu mão de conduzi-lo. Em tempos de política excessivamente roteirizada, a escolha por um formato menos rígido funciona como sinal, ainda que não dispense leitura crítica.
O ponto que mais chamou atenção não foi um anúncio específico, mas a composição do cenário. André não organizou uma mesa protocolar tradicional, organizou uma...
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